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Linha do Vouga: serviços turísticos a vapor em perspectiva já em 2017

img: Pedro Mendes

img: Pedro Mendes

A CP tem intenção de colocar o comboio histórico de via estreita estacionado na estação da Régua, a circular na linha do Vouga. A webrails.tv apurou que o composição está em vias de seguir até às oficinas da EMEF, em Contumil, com vista à sua reabilitação, para circular já em 2017.

O operador histórico tem previsto, para o próximo ano, colocar o comboio a realizar serviços turísticos no troço Aveiro – Sernada do Vouga, na Linha do Vouga. A operação de transporte deverá ocorrer na próxima semana, devendo realizar-se por via férrea.

“Esta administração é uma administração de compromissos. Em Novembro de 2013 anunciou, pela primeira vez, que uma das medidas para a revitalização da Linha do Vouga e alternativa ao seu encerramento passaria pelo turismo e pela utilização deste comboio histórico de via estreita”, referiu Manuel Queiró, presidente do Conselho de Administração da CP, quando questionado sobre esta movimentação na CP.

Depois da última circulação, que ocorreu em 2005 na linha do Corgo, o comboio encostou na Régua. Em 2011 a composição da CP esteve para ser vendida. No entanto, a consciência europeia do sector limitou a intenção da CP Frota, informava no final de 2011 o jornal Público.  Um alerta europeu, lançado pela Federação Europeia de Caminhos-de-Ferro Turísticos junto dos museus, mitigou esse cenário.

A composição histórica de via estreita compreende as locomotivas E 214, a vapor, e a CP 9004, diesel eléctrica. Fazem ainda parte do comboio um furgão em madeira de 1925, um vagão-cisterna, e três carruagens. Uma “carruagem de origem belga de 1908, outra fabricada na Alemanha em 1925 e ainda uma outra construída pelos então Caminhos de Ferro do Estado, nas oficinas do Porto, em 1913″, adiantava ainda o jornal sobre a história da composição.

A E214 foi construída pela casa alemã Henschel & Sohn, e chegou a Portugal como parte das reparações da I Grande Guerra. Fez serviço nas vias estreitas de trás os montes e linha Vouga A série está associada a grande poder de tracção.

A CP 9004, modelo Alstom com peças GE, veio de Espanha em segunda mão. A série iniciou operações em 1975, e prestou serviço um pouco por toda a via estreita nacional. Via estreita que hoje se resume à linha do Vouga. A máquina surge associada ao comboio histórico porque a “locomotiva a vapor teve uma avaria na caldeira e foi encostada, por isso foi colocada a diesel 9004, a circular”, explicou fonte ferroviária.

No Vouga, por questões relacionadas com o eventual risco de incêndios está previsto que estes comboios sejam realizados com recurso a tracção diesel.

No entanto, a locomotiva a vapor de Via Estreita será alvo de peritagem por parte da EMEF no sentido de ser avaliada e quantificada a sua reparação com o objectivo de, pontualmente e sempre que as condições meteorológicas o permitam, poderem ser realizados serviços com recurso a tracção a vapor.

A vapor ou a diesel este é um passo que já podia ter sido dado. A linha do Vouga é uma ilha. Em Aveiro o cais de embarque está colado à Linha do Norte. A cidade do Porto está a pouco mais de uma hora da cidade de Aveiro. Uma CP 3400 transporta 250 pessoas sentadas. E embora a última intervenção da Infraestruturas de Portugal na corredor não tenha sido competente, basta olhar para o novo layout da estação de Sernada do Vouga, o facto da linha ser hermética abre espaço para a construção de uma visão integrada de ferrovia como um produto ancora de turismo.