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50 anos da Electrificação da Linha do Norte

olharP_Porto_12Assinalam-se esta quarta-feira, 3 de Novembro de 2016,  50 anos passados desde a conclusão da Electrificação da Linha do Norte.O processo deu-se por fases e teve um custo total, à época, de 800 mil contos.

Adianta nota da Infraestruturas de Portugal que destaca a efeméride. “Foi a 3 de Novembro de 1966 que foi concluída a electrificação da Linha do Norte, eixo fundamental da rede ferroviária nacional, e dado um passo fundamental no processo de alteração do modo de tracção ferroviária, dominado até então pelo vapor, nos primórdios do caminho-de-ferro, e pelo diesel, introduzido em Portugal no final da década de 40″.

Para assinalar o progresso, o presidente da República, Américo Tomas, fez-se deslocar ao porto em “comboio espacial”. A cerimónia oficial, na parte realizada em Contumil, juntou em desfile de material a Locomotiva Dom Luiz a uma Locomotiva eléctrica da série 2500. Maquinas de referência no seu período.

O pontapé de saída para o processo de electrificação da rede a 25 mil volts iniciou-se em 1953 com a Linha de Sintra. Etapa que culminou em Abril de 1957 com a electrificação da linha de Sintra e o troço Lisboa Carregado. Em 1958 alcança o Entroncamento, 63 Coimbra, e chega a Vila Nova de Gaia em 1965.

O parque de material eléctrico contemplava à data 59 unidades tripas de fabrico nacional. A que se somavam 35 locomotivas, das quais 20 eram em aço inoxidável, também de fabrico nacional.

Artigo completo encontra-se disponível para subscritores.

Dos 2.562 quilómetros de via-férrea em exploração em Portugal, 1.633 encontram-se hoje electrificados. E segundo a IP: “perspectivar-se que, com a concretização do Plano de Investimentos em Infraestruturas – Ferrovia 2020 actualmente em execução, sejam electrificados mais 430 quilómetros nos próximos anos, nomeadamente nas linhas do Minho, Douro, Beira Baixa, Oeste, Algarve e com a construção da nova linha do Corredor Internacional Sul, que irá permitir a articulação entre os Portos do Sul e a fronteira do Caia”.

Os custo médios totais associados à manutenção da infraestrutura de catenária na Linha do Norte rondam os 2,5 milhões de euros/ano. Intervenções realizada maioritariamente em período nocturno.