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MEDWAY pressiona trabalhadores a assinar politicas anti-corrupção MSC

mercadorias_O operador logístico MEDWAY, empresa que sucedeu à CP Carga, está a pressionar os trabalhadores para assinarem um documento com politicas anti-corrupção da MSC. A situação esta a gerar algum descontentamento junto dos ferroviários da empresa apurou a nossa plataforma que não se revém no documento.

Em causa está a rubrica do Código de Conduta relativo à “Política Anti-Suborno” do Grupo MSC. Os Recursos Humanos têm se desmultiplicado nos mails enviados aos colaboradores, alertando para o conhecimento do Código de Conduta e sua assinatura. O documento deverá vincular a empresa à “Política Anti-Suborno” do grupo, desde a administração aos colaboradores, junto à via.

A pressão para a assinatura tem sido grande, e está a gerar algum desconforto. Os ferroviários não se revém no perfil e práticas identificadas no documento. Uma atitude pro-activa por parte da gestão da empresa que não se tem verificado no processo de mudança de designação do operador que ainda não conseguiu encontrar um nome único e exclusivo, sublinha fonte ferroviária.

O documento, composto por duas partes, no seu perfil apresenta as normas da Política Anti-suborno da MSC Mediterranean Shipping Company SA, que os trabalhadores da MEDWAY devem ler, entender e aceitar, na relação com terceiros. Na primeira parte, ao longo de sete folhas, a MSC apresenta as “instruções e os padrões mínimos a serem seguidos pela MSC, suas Agências e Funcionários ao lidarem com terceiros, clientes, entidades públicas e parceiros comerciais”. A segunda parte, uma folha, constam espaços para o colaborador confirmar, em cruz, o conhecimento e aprovação do documento, e identificação.

O não cumprimento das regras de conduta, indica o documento, pode “acarretar acções disciplinares incluindo a rescisão do contrato de trabalho ou qualquer outro contrato, bem como possíveis sanções civis ou penais”. Sendo que “os Funcionários e as Agências precisam estar cientes de que não apenas a legislação nacional, mas também a legislação internacional, lhes é aplicável”, informam ainda o documento da MSC.

No entanto, comunicado da FECTRANS refere que “nenhum trabalhador deve assinar” o Código de Conduta relativo à “Política Anti-Suborno” do Grupo MSC. Para a Federação dos Transportes trata-se de um documento MSC, e a entidade patronal dos ferroviários é a MEDWAY, por isso recomenda que não rubriquem o documento. “É perante essa empresa [MEDWAY] que os trabalhadores devem responder” assume a plataforma sindical.

Por outro lado a nota da ORT adianta também que “são os administradores da Medway que têm de responder perante a MSC, logo, este documento só lhes pode ser dirigido e não aos trabalhadores e quadros da empresa”. Não sendo por os trabalhadores passarem a ser referidos como colaboradores assinala, que vão passar a ter “acesso a todos os meandros da empresa e em particular, àqueles em que se desenvolvem práticas de corrupção e, esses, a existirem, são lá muito no alto. Se há alguma situação de corrupção, ela não se combate com documentos generalistas, mas com medidas concretas que visem penalizar os eventuais corruptos”.

A politica anti suborno do Grupo MSC proíbe a “Corrupção, Suborno Activo e Suborno Passivo”, o “Pagamento por Favorecimento”. Condiciona a oferta de “Presentes”, a “Hospitalidade Empresarial”, “Contribuições e Patrocínios” e “Relações com Terceiros”.

Artigo completo encontra-se disponível para subscritores.

O Código de Conduta relativo à “Política Anti-Suborno” do Grupo MSC, em Portugal engloba as empresas MSC Portugal, MSC Entroncamento, MSC Logistics, MSC Aveiro e Medway. Segundo a empresa do grupo esta politica deverá passar a ser aplicada nos relacionamos com terceiros, nomeadamente clientes, entidades oficiais e parceiros de negócio.