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Museu Nacional Ferroviário – Caixa de Pandora – Rota de Afinidades

A qualidade de um museu pode, também, medir-se pela sua capacidade de gerar conhecimento e de inspirar a criação artística. De acrescentar algo de inédito, que vá para além das suas obrigações estatutárias para com o património que acolhe – por todos sobejamente conhecidas – e que justificam a sua existência.

Como há muito temos vindo a referir, o Museu Nacional Ferroviário, tem sabido ser um dos poucos locais de contemporaneidade e de cosmopolitismo de uma região em profunda recessão, para não dizer retrocesso, não só económico-social como, também, demográfico, estratégico e cultural, evidenciando sérias dificuldades em inverter esta tendência. Interpretando bem o imaginário associado ao comboio, o Museu Nacional Ferroviário, tem conseguido atrair eventos e inspirar criadores, reforçando, assim, a sua posição no panorama cultural nacional.

Falta-lhe, neste âmbito, conseguir que essas dinâmicas revertam em significativas mais valias locais. Que acrescentem algo ao importante repositório de memória colectiva que o espaço representa e que, por todos, é reconhecido. Julgamos que tal passa, entre outros aspectos, pela recuperação dos bairros ferroviários mas, para que assim seja, falta que quem de direito cumpra com as suas obrigações.

Mas a razão deste post é o vídeo clip de apresentação do álbum Rota das Afinidades, do grupo Caixa de Pandora, gravado e apresentado em estreia no MNF. Convidamos a ouvi-lo e vê-lo em:

autor: Carlos Barbosa Ferreira