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Consórcio Mota-Engil/ Somafel electrifica linha do Minho

minhoElectrificacaoNiveVCasteloA execução da obra de electrificação do troço Nine – Viana do Castelo, linha do Minho, foi rubricada esta segunda-feira com o Consórcio Mota-Engil/ Somafel. A modernização vai ter um custo de 16 milhões de euros e deverá estar concluída no 3º trimestre de 2018, adianta a Infraestruturas de Portugal.

A assinatura da modernização deu-se em trânsito, entre as estações de Barcelos e Viana do Castelo, na linha do Minho. Informa a IP, “numa cerimónia que decorreu esta manhã, a bordo da automotora AllanVip e que foi presidida pelo Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques”. A rubrica do auto de consignação da empreitada marca o arranque dos trabalhos no terreno. Trabalhos que deverão iniciar-se em Março, depois da mobilização de meios e instalação dos estaleiros do consórcio, com as primeiras interdições de via.

A obra na Linha do Minho, via única, insere-se no âmbito do projecto de modernização do corredor Eixo Atlântico, da qual também faz parte a Electrificação do troço Viana do Castelo e Valença na fronteira com Espanha.

No troço consignado hoje – 44 km entre Nine a Viana do Castelo – além da instalação de catenária desde a saída de Nine até cerca de 1 km depois de Viana, a intervenção prevê o alteamento e prolongamento das plataformas de passageiros das estações. A execução de uma estação técnica em Midões e a ampliação das estações de Barroselas e Darque. As estações de Barcelos, Darque e Viana do Castelo vão sofrer alteração dos layouts.

Para garantir gabaride electrificação a via férrea deverá ser alvo de rebaixamento em algumas secções. Estabilização de taludes, trabalhos de terraplanagem, drenagem e estruturas de suporte e contenção, bem como a impermeabilização dos túneis de S. Miguel da Carreira, de Tamel e de Santa Lucrécia, são outras intervenções assinaladas. A obra vai ainda implementar um sistema de retorno de corrente de tracção + terras de protecção (RCT+TP) e execução de caminho de cabos 10.

Artigo completo encontra-se disponível para subscritores.

O valor total da obra centra-se nos 83,2 M €. Dos quais 59,2 são comparticipados pela União Europeia, e 24,0 por Portugal no âmbito do programa Portugal 2020.

A modernização da Linha do Minho deverá, em consequência da utilização de comboios de tracção eléctrica e da eliminação da rotura de carga em Nine, reduzir o tempo de trajecto na linha do Minho. Aumentar a segurança ferroviária e rodoviária, em resultado da supressão de passagens de nível e construção de desnivelamentos. Melhorar a eficiência e atractividade do transporte ferroviário de mercadorias, ao permitir a circulação de comboios de mercadorias com 750 m de comprimento.

Com a entrada em funcionamento do sistema de sinalização e telecomunicações espera-se mais segurança e fiabilidade da exploração ferroviária. E um aumento da capacidade da Linha do Minho, “de 15 comboios de 300 m por dia para 20 comboios de 750 m”.

A modernização tem um prazo de execução de 540 dias, e deverá estar operacional no 3 trimestre de 2018. O concurso para a empreitada de electrificação do troço Viana do Castelo – Valença (Fronteira) - 23,0 M € – deverá ser lançado nas próximas semanas.