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Comboios mais compridos, mais pesados e mais rentáveis

carlosVaconcelosMEDLOGA 16 de Janeiro a MEDWAY iniciou uma marcha diária de contentores no eixo Leixões – Sines de 650 metros multi-cliente. Composição de tracção dupla e tempo de trânsito a rondar as 8 horas. A aposta, que já não é novidade no operador ferroviário de mercadorias, expressa duas premissas para potenciar a rentabilidade da operação: o serviço multi-cliente com a transição do risco para o Operador Ferroviário, e o aumento da capacidade de tracção e comprimento dos comboios.

A MEDWAY já realiza comboios multi-cliente nos eixos Sines – Leixões, Sines – Bobadela, Sines – Setúbal, Bobadela – Entroncamento, Bobadela – Leixões, Entroncamento-Leixões e Badajoz-Lisboa, apresentando uma cobertura vasta do território nacional. As marchas de 650 metros também já se verificavam nos eixos Sines – Bobadela e Sines – Entroncamento, adianta o Director Geral da empresa, Bruno Silva.

A ligação é diária e o cliente tem um transit time mais reduzido, explica, por isso este serviço apresenta-se como alternativa de conexão aos serviços directos de navio que operem em Sines. “Uma solução de saída para qualquer importador, carregador, operador logístico ou armador que recorra a serviços marítimos directos em Sines. É aberto a todos à semelhança do que já acontece na rede multicliente que interliga os Portos de Lisboa, Leixões e Setúbal!”, refere.

Com a passagem para o sector privado o operador ferroviário, além de comboios bloco, passou a disponibilizar espaço para clientes com menos volume, de forma a viabilizar comboios completos.

“É, sobretudo, a forma com estamos a comercializar, maioritariamente, com vendas espaço a espaço. Só alguns clientes, que gerem muito volume, continuam a deter a capacidade de comprar comboios bloco, assumindo o controlo do risco da ocupação da capacidade do comboio por trade-off de maior benefício de preço pela sua eficiente gestão. No caso da opção multicliente (comercialização de espaço a espaço), o cliente passa a ter um custo variável sem o risco da ocupação do comboio que é inteiramente assumido pela MEDWAY, permitindo a mais cliente poderem encontrar uma soluções competitiva de transporte de contentores por ferrovia. Para além do transporte ferroviário, estamos inclusive a fornecer valor acrescentado. Não nos limitamos somente a vender transporte ferroviário, incluímos também a componente terminal e a componente rodoviária para fazer o last mile, viabilizando um serviço de inland integral sempre que o cliente o prefira suportado por um serviço de apoio ao cliente reforçado”, refere.

Para “os clientes que preferem ter um único interlocutor para transporte de toda a operação terrestre”, esta é uma opção que está a correr bem e com feedback muito positivo, garante o operacional.

Por outro lado no trilho da optimização da operação, à comercialização de espaço e serviço multi-cliente, o operador somou a disponibilidade de comboios mais longos e pesados com a introdução de engates mais resistentes.

“Vem de um investimento na frota de vagões. Houve uma alteração dos engates. O engate standard UIC de 1.0 MN passou para 1.5 MN. A solução vem permitir tirar rentabilidade de composições com duas locomotivas a traccionar um comboio. Hoje estamos a evoluir para que todos os comboios passem para múltipla tracção, evoluindo os comboios para 650 metros e 83 teus de capacidade. Tornando-se assim comboios mais interessantes do ponto de vista operacional permitindo oferecer soluções mais competitivas do ponto de vista de pricing”.

Artigo completo, com - Vagões e Investimento - e - Operação em Espanha - de 1020 palavras, encontra-se disponível para subscritores.

A MEDWAY assinalou no passado dia 20 de Janeiro, com um jantar no Pátio da Galé em Lisboa, o primeiro ano de operação. Foi no dia 21 de Janeiro de 2016, numa cerimónia realizada à porta fechada, que a empresa pública CP Carga, do grupo CP Comboios de Portugal, transitou formalmente para o universo da multinacional suíça MSC.