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Shift2Rail: Temos de ser práticos

shift2rail_lxFoi com essa recomendação aos parceiros de painel e assistência que Lucas Garvia, plataforma Shit2Rail, fechou a mesa redonda “Oportunidades Shift2Rail para os parceiros portugueses”. O debate encerrou o “Information Day: Shift2Rail” que decorreu esta quinta-feira em Lisboa, no Pavilhão de Engenharia Civil do Instituto Superior Técnico.

Além do representante do programa Shift2Rail, a mesa redonda juntou, na segunda parte da sessão de divulgação, as empresas Infraestruturas de Portugal e CP Comboios de Portugal, e as Universidades do Minho e Porto, do sector público. Do lado privado a Evoleo Tecnologies e a Thales Portugal. O Gabinete de Promoção do Programa-Quadro H2020 moderou o painel.

O acesso a tarefas à altura das capacidades das entidades e orçamentos apertados na hora de negociar verbas para projectos. A pouca expressão da indústria portuguesa do sector a nível internacional e o reflexo no poder de argumentação, mostraram algum do desencanto com os desafios futuros do programa Shift2Rail, expresso pelo sector público do painel.

Artigo completo, 843 palavras, encontra-se disponível para subscritores.

O debate fechou com Lucas Garvia a recomendar aos presentes que têm de ser práticos nas calls, ver quem ficou bem classificado para retirar ideias, e não perder as deadlines.

Participaram na mesa redonda: Adriano Carvalho e João Afonso da Universidade do Porto e Minho, respectivamente; João Mira da Thales Portugal e Magno Santos pela Evoleo Technologies; Joaquim Guerra da CP e José Carlos Clemente da IP; além de Lucas Garvia por parte da plataforma Shift2Rail, e Luís Maia do Gabinete de Promoção do Programa-Quadro H2020, a conduzir os trabalhos.

Information Day: Shift2Rail

A sessão decorreu na tarde de quinta-feira dia 9 de Fevereiro. Além da introdução ao estado de arte do programa em Portugal, depois do Networking coffee break que dividiu o Information Day, o programa teve como linha de força a submissão de propostas às Calls do Shit2Rail que fecham dia 30 de Março.

Recorde-se que o programa Shift2Rail tem como desafio, para potenciar a ferrovia na zona europeia, promover a redução do custo com material circulante em 50%, aumentar a capacidade de transporte, e eficiência do modo. Nesse quadro financia investigação, através da abertura de candidaturas. Apoia o desenvolvimento de projectos que potenciem os domínios do material circulante, sinalização, infraestrutura, passageiros, e carga, no sector ferroviário. Bem como o cruzamento de competências.

Mas se a sessão deu a conhecer a plataforma, os trâmites de submissão, processo de selecção das propostas, e alocação de verbas ao projecto; a sessão adiantou que também existem apoios à inovação dentro dos programas Portugal 2020 ou H2020.

Informação sobre financiamento contextualizada por José Carlos Caldeira da Agência Nacional de Inovação, enquanto estrutura de apoio operacional em área de I&D. O técnico destacou ainda a importância do sector ter uma estrutura associativa forte, e que isso representa um sinal de maturidade para posicionamento nacional e internacional.

Essa estrutura existe e esteve presente. “Sonho de várias empresas e universidades que teve um longo período de gestação mas ganhou forma em 2015”, referiu José Carlos Clemente, vice-presidente da Plataforma Ferroviária Portuguesa, na intervenção que levou à sessão.

Embora sem adiantar o que vai mover a associação em 2017, deixou algumas linhas que a estrutura deverá trabalhar este ano. O estreitar de parcerias com outras associações europeias e a valorização do conhecimento ferroviário.

As oportunidades de crescimento e internacionalização através da Enterprise European Network, encerram a primeira parte do dia de esclarecimento. A ferramenta presta apoio a pequenas e médias empresas para encontrar parceiros em Portugal ou no espaço Europeu. O final da intervenção abriu espaço para o networking dos presentes.