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IP: Cibersegurança esteve em destaque no Campus do Pragal

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img: ECOSSIAN

No passado dia 16 de Fevereiro o auditório 2, na sede da Infraestruturas de Portugal em Almada, serviu de palco para a demonstração do European Control System Security Incident Analysis Network (ECOSSIAN). A demonstração portuguesa do projecto inseriu-se na recta final de validação da Pesquisa e Inovação sobre Cibersegurança promovida pelo consórcio ECOSSIAN formado por 19 entidades de nove países da União.

A pesquisa e elaboração de um sistema integrador na área da cibersegurança reflecte-se na estratégia europeia atenta às questões de suporte às novas tecnologias e protecção de dados. Termos como “engenharia social”, “ciberterrorismo” ou “ciberespionagem” estão na ordem do dia, e fazem parte do léxico de quem responde pela segurança de pessoas e bens. A atenção apresenta-se quase à margem de uma sociedade cada vez mais conectada e digitalizada, mas que pelo poder de impacto em redes de comunicações, água, gás, electricidade, ou obras de arte como pontes ou barragens, se torna relevante e não está a ser descurada.

A abertura de redes fechadas de infraestruturas para libertar informação útil ao publico, por exemplo, alargou a superfície de ataque, e a possibilidade de realização de acções remotas.

No sistema protótipo, apresentado na passada quinta-feira, a abordagem da maior exposição mostrou como a solução ECOSSIAN funciona na detecção e gestão de incidentes, e ataque a infraestruturas críticas. A sessão de demonstração portuguesa teve por base a “Protecção de Infraestruturas de Transportes contra ciberataques distribuídos”, centrada na ferrovia.

Na segunda parte da sessão, depois da apresentação de abertura do projecto e algumas intervenções de entidades envolvidas na primeira parte, a Rede Ferroviária Nacional – gerida pela IP – serviu de inspiração para o sistema protótipo ser posto à prova com três tipos de ataque. Manuel Martins da Direcção de Informação da IP, depois de terminada a sessão, enquadrou para a webrails.tv a demonstração operacional.

Na base da simulação esteve a intenção de parar uma circulação especial do comboio presidencial com ministros das finanças através de ciberataques. O desafio do intruso passou por desenvolver acções para imobilizar a marcha. No processo foram produzidos três tipos de ataques. Primeiro através da diminuição da velocidade da marcha do comboio por meio de impressão de guias falsas nas estações, depois através do corte de corrente, e em terceiro a obstrução da via.

O projecto ECOSSIAN encontra-se na fase final. Depois de 36 meses, o tiro de partida oficial deu-se a 1 de Junho de 2014, entrou na fase de juntar as sinergias das 19 entidades envolvidas, criar um protótipo, e demonstrar a operacionalidade do sistema.

A demonstração ferroviária realizada em Portugal insere-se no calendário de divulgação que encerra o projecto. A etapa inicial deu-se no  passado mês de Novembro em Itália com uma demonstração que envolveu os Correio Italianos, passará ainda pela Irlanda no dia 1 de Março, para culminar na demonstração final em território francês, a 26 de Abril. Nessa altura, numa perspectiva europeia os 3 níveis dos Centros de Operações de Segurança do sistema protótipo, idealizado pelo consórcio ECOSSIAN, poderão ser aferidos ao nível da operacionalidade de Infraestruturas críticas, e níveis Nacional e Europeu.

Numa terceira parte da sessão, depois da demonstração, seguiu-se um período de perguntas e respostas.

Artigo completo encontra-se disponível para subscritores.

O consórcio ECOSSIAN reúne uma equipa europeia de empresas líderes na área industrial e da investigação, uma PME orientada para a investigação e universidades conceituadas. Dezanove parceiros, de 9 países, formam uma cadeia completa que vai desde a pesquisa básica e design de serviços, através de investigação aplicada, até prestadores de serviços orientados para o utilizador final. Além da IP, de Portugal participam no consórcio a Policia Judiciária e o INOV.