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CMB avança com grupo de trabalho para estudar Museu Ferroviário …

jepbarreiro2016… mas deixa partir duas séries de locomotivas emblemáticas da história diesel do Barreiro.

Depois de ter participado num grupo de trabalho com o anterior Executivo, onde as conclusões ficaram na graveta da Secretária de Estado, para decidir o futuro do património ferroviário do Barreiro, a Câmara Municipal do Barreiro (CMB) criou um grupo de trabalho para estudar a implementação de um futuro Museu Ferroviário na cidade.

A enquadrar a opção da edilidade barreirense está o desfalque de duas séries no acervo de material circulante num futuro Museu ferroviário na cidade. Fora das opções de estudo do grupo de trabalho entretanto criado, vão estar as séries 1500 e 1200, sem que conste que o município tenha feito pressão para que esse material tenha sido salvaguardo para uma futura colecção.

A locomotiva diesel 1505 segue para uma rotunda na Guarda. Cedida ao município da Beira Alta pela CP, ficou a saber-se no inicio do ano. Por outro lado, as 3 locomotivas que restam da série 1200 no GOB, estão em vias de seguir para um empreiteiro espanhol.

No acervo de máquinas ainda existente no Barreiro, as duas séries, são aquelas que mais se identificam com a identidade do diesel dos anos 70 e 80 do Séc. XX. As unidades Alco chegaram a Portugal no final da década de 1940, e terminaram os seus dias no virar do século a sul do Tejo. No Barreiro a série foi um dos protagonistas na afirmação do complexo diesel. Já as CP 1200 entram ao serviço em 1961, expandido-se para sul no final dessa década. Séries que acabariam por contribuir para a identidade diesel que o grupo oficinal do Barreiro ainda hoje encerra, e a rotina das circulações um lugar na memória colectiva dos barreirenses, e que no acervo representam também o material mais antigo.

Do acervo que resta no GOB, ficam para estudo do grupo de trabalho, as locomotivas 1400, 1550 e 1900. Material associado ao ocaso do Barreiro ferroviário e que conta a história do fim de um ciclo diesel em Portugal.

Por outro lado, não será de descartar o contributo da edilidade, enquanto membro do grupo de trabalho, para a criação de um eventual futuro Museu Ferroviário no Barreiro. Confirmando-se a partida da 1505 e não ter conseguido reservar qualquer unidade 1200, mais o abate completo das séries 1300 e 1800, arrisca-se a ter no Barreiro um Museu com fotografias das locomotivas que fizeram o auge do Barreiro Ferroviário diesel. Sendo esse um relevante contributo da edilidade pelo que não tem feito.

No grupo de trabalho, além do município, formam a equipa a APAC, o Movimento Cívico de Salvaguarda do Património Ferroviário, a Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial e a Associação Barreiro, Património, Memória e Futuro. A reunião teve lugar no Barreiro, no passado dia 14 de Fevereiro. Além das associações, estiveram presentes do lado da edilidade o presidente do município, Carlos Humberto, e os vereadores Regina Janeiro, Cultura, e Rui Lopo, Urbanismo.