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Descarrilamento compromete ligação ferroviária por 48h – 03

Outro dos ponto de vista numa leitura sobre a circulação interrompida por 48 horas na linha do Norte passou por José Manuel Oliveira. Mais do que apontar as causas da ocorrência, existem estruturas para esse fim, procuramos a reacção de quem está em contacto com trabalhadores no terreno.

Sobre a situação que levou ao corte e à interrupção do corredor ferroviário norte-sul por 48 horas, o dirigente sindical da FECTRANS diz que a organização desconhece as causas do descarrilamento. No entanto identifica no acidente uma tendência, “tanto que este não é o primeiro  comboio de mercadorias”, e aponta para se investigue o estado da via e do material.

“É uma pergunta que hoje se coloca, até para vermos em concreto em que situação estamos aos mais variados níveis, desde a infraestrutura ao material circulante, na rede ferroviária. Não temos dados que nos digam a causa deste acidente, de qualquer forma a pergunta justifica-se”, refere.

Outro aspecto que evidencia na interrupção da circulação aponta para a falta de alternativas na Rede Ferroviária Nacional, por opção de sucessivas Tutelas.

O corte “levanta outro problema. Que é o encerramento, ao longo dos anos, de uma rede ferroviária que não deixou corredores para quando há um acidente. Se tivéssemos em actividade a ligação Pampilhosa-Figueira da Foz ou Covilhã-Guarda, podíamos ter alternativa à interrupção da via”.

Acerca da intervenção para a reposição da circulação na linha do Norte, destacou que hoje intervêm mais empresas quando há um descarrilamento. No teatro de operações podem ver-se a  EMEF, operadores, a IP, e empresas prestadoras de serviços que estão em actividade no sector.

Uma situação que diz que não se verificava antes da separação da CP e que pode levantar algum atrito na gestão da intervenção.

“Do ponto de vista técnico não se colocam grandes questões quanto à capacidade de intervenção. Agora talvez pareça que a articulação entre as diversas entidades que intervêm pode não ser a mais eficaz. O facto de serem várias entidades a intervirem será sempre mais difícil do que apenas uma”.

Na segunda-feira 3 de Abril, numa curta passagem pela estação de Coimbra, avistamos AZVI, PromoRail, Somafel.

No contexto do descarrilamento a organização sindical do sector dos transportes chama ainda atenção para a fiscalização do material circulante. No descarrilamento, além de 2 vagões da Medway, estiveram envolvidos outros 6 de uma empresa espanhola certificada em manutenção de vagões, a Transfesa.

De acordo com fonte próxima do sector da manutenção em Portugal estão 4 empresas licenciadas: EMEF, GMF, Medway e IP.

Havendo vários operadores e várias entidades o sindicalista José Manuel Oliveira coloca a questão, é se “alguém fiscaliza as condições em que está quer o material circulante quer a infraestruturas”.

A responsabilidade fiscalizar o material e as normas de segurança em Portugal cabe ao IMT.

Para esta sequência a webrails.tv colocou algumas questões ao IMT, mas até ao momento ainda não teve resposta.

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