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Sala do Rei acolhe lançamento de “Guardas de Passagens de Nível”

GdPN_livroA sala do Rei na estação do Rossio acolheu na quarta-feira 19 de Abril o lançamento lisboeta do livro “Guarda de Passagens de Nível”. A apresentação contou com uma sala composta que não perdeu a oportunidade de ouvir e conhecer o autor, Carlos Cipriano, e as dimensões da obra na leitura de Cristina Rodrigues e Nelson Oliveira, numa sessão dinamizada por Carlos Andrade.

A introdução ao tema e à figura da guarda de passagem de nível levou o jornalista Carlos Andrade a recuar no tempo. A infância passada no bairro junto à antiga estação da Cruz de Pedra, na linha Sintra, serviu de mote para introduzir figura e conceito.

A falta de espaço para o moderador da Quadratura do Círculo, na SIC Notícias, jogar à bola com os amigos enquanto miúdo, levou-os a ter de cruzar a linha nessa estação. Além da figura feminina, sempre presente nessas travessias de passagem de nível, nos tempos de espera surgiu também um outro relevante, ver os comboio passar.

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No final da apresentação estivemos à conversa com Carlos Cipriano. O autor de “Guarda de Passagens de Nível” falou de uma proposta de evidencia dimensão humana da ferrovia.

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Um momento recuperado por Nelson Oliveira a fechar o painel. Embora com uma intervenção mais técnica, fez a revisão da obra, associou a passagem de nível ao primeiro contacto dos mais novos com a ferrovia, e ao gosto pela temática. Na imagem do aficionado e associado APAC, actualmente com responsabilidades na harmonia do sector ferroviário, o atravessamento da estrutura propunha o primeiro contacto com o sistema. Quando o tempo era de espera havia a expectativa de saber que comboio viria.

O enquadramento enquanto retracto coube a Cristina Rodrigues. A Coordenadora central da Comissão de Recursos – IEFP e investigadora do Instituto de História Contemporânea, destacou o amargo e doce da profissão.

A dureza dos turnos de 24 horas, a solidão da profissão exercida em sítios ermos, o caminho muitas vezes longo até ao posto de trabalho. Mas também a esperança de fugir ao fado da vida no campo, um ordenado fixo, e uma alma ferroviária incutida pela família, muitas vezes com pai, irmão e avô ferroviário, ou construída no trabalho diário. Um percurso rematado também com a textura dos números, lutas, e devir da sociedade.

O livro “Guardas de Passagens de Nível” integra a colecção Retratos e é editado pela Fundação Francisco Manuel do Santos. Tem o custo uma viagem de ida volta, duas zonas, na linha de Sintra. Pode ser encontrado AQUI

 

Artigo completo encontra-se disponível para subscritores.