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Mota-Engil factura 2,2 mil milhões de euros em 2016

A multinacional portuguesa Mota-Engil que detém a Takargo apresentou contas no dia 27 Abril junto da CMVM. O volume de negócios atingiu 2,2 mil milhões de euros, influenciado negativamente pela área de Engenharia e Construção na Europa e África e pelo impacto cambial, principalmente na América Latina, destaca o documento.

O volume de negócios em 2016 atingiu os 2.210 milhões de euros, o que representou uma contracção de cerca de 9% relativamente a 2015 com 2.434 milhões de euros.

De acordo com o Relatório e Contas 2016 o crescimento de cerca de 4% na América Latina e de 60% no negócio Europa – Ambiente e Serviços – Resíduos, não foi suficiente para anular a redução da actividade verificada em África e na Europa no negócio de Engenharia e Construção.

O exercício de 2016 confirma a alienação da área de logística da empresa.

A empresa alienou o negócio da logística em Fevereiro de 2016: “o segmento de negócio da Logística compreendia as actividades de operação de terminais portuários, rodo-ferroviários, de logística integrada e de transporte ferroviário de mercadorias. Após a alienação do negócio Portuário e de Logística ao Grupo Yildirim por 245 milhões de euros, concretizada em Fevereiro de 2016″.

Na actualidade a actividade no sector da logística resume-se a operações de transporte ferroviário de mercadorias desenvolvidas pela Takargo em Portugal e pela Ibercargo em Espanha.

“De salientar nesta área de negócio a continuada recuperação dos seus indicadores operacionais e financeiros no ano de 2016, fruto em parte da privatização do único concorrente ferroviário nacional, a CP Carga”, remata o documento.

O exercício refere ainda que no final de 2016 a Takargo deixou o segmento Europa – Ambiente e Serviços e passou a integrar o segmento Europa – Engenharia e Construção do Grupo.

De fora do negócio logístico com a Yildirim ficaram as participação na LOGZ – ATLANTIC HUB, PLATAFORMA LOGÍSTICA DO POCEIRÃO e os terrenos de Alverca e Freixieiro. A participação na STM, Terminal das Mahotas em Moçambique, foi transferida para a MOTAENGIL ÁFRICA.

África

A redução de proveitos nos três principais mercados onde actua, nomeadamente, Angola, Moçambique e Malawi, foi compensada pela equipa de vendas:

“Experiência dos recursos presentes na região e o know-how na cadeia de valor das grandes infraestruturas, tem vindo a conseguir a adjudicação de novos e grandes projectos, tais como a construção, operação e manutenção de um novo aeroporto no Ruanda e de um troço na linha férrea da Tanzânia“, já este ano.