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Sá da Bandeira e a Ameaça dos Caminhos de Ferro

Ficheiro:Sa da Bandeira.jpgEm meados do século XIX, os governos nacionais resolveram dar privilégio a uma política de melhoramentos materiais do reino que se sobrepusesse às pugnas ideológicas que caracterizaram as primeiras três décadas do liberalismo nacional. Nessa política, os caminhos de ferro tinham claro lugar de destaque, como manifestação mais apurada do que era o progresso e a civilização.

No entanto, se os caminhos de ferro podiam aproximar o país do resto da Europa, quer em termos de tempo e distância, quer em termos de desenvolvimento económico, também podiam ser uma ameaça à defesa nacional. O general Sá da Bandeira estava particularmente atento e preocupado com esta realidade; e quando em 1859 o governo regenerador assina um contrato com um capitalista espanhol para construir um caminho de ferro entre Lisboa e a fronteira, o então marquês não se coíbe de demonstrar a sua opinião e os seus receios face a esta empreitada…

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      Hugo Pereira

Hugo Pereira – Mestre em História Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Em 2008 iniciou o curso de doutoramento na mesma instituição. Investigador no Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Financiado por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito do projecto PEst-OE/HIS/UI4059/2011.

(artigo publicado originalmente na Revista Militar)