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As famosas EMD da General Motors

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A primeira, tipo F “FTA” apelidada de “Demonstrator”

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Tração múltipla da primeira geração de FT A e B (B=sem cabina) rebocando um mercadorias

Union Pacific

E9 para passageiros da Union Pacific

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Modelos GP e SD da década de 60 e 70

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F40PH o símbolo da modernização para comboios de passageiros de longo curso nos EUA

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SD 70 ACe T4 “Demonstrator”

Num dos últimos números da revista Trains do editor norte americano Kalmback, surgiu um pequeno artigo sobre o fim do nome EMD.

Estas iniciais designam a antiga marca Electro Motive Division, o famoso fabricante de locomotivas da General Motors. A ser verdade, com o desaparecimento do nome, acaba um dos ícones ferroviários no mundo.

Quem não reconhece o célebre focinho de cão das famosas locomotivas tipo “F” que contribuíram para o desaparecimento da tração vapor?

Construídas nas primeiras versões para comboios de mercadorias, com a primeira versão designada por FT, cedo deram lugar ao tipo E para passageiros (embora tenham existido declinações das F também para este fim) e rapidamente, num ambiente de locomotivas a vapor, este design tornou-se símbolo de futuro.

E as célebres GP (GEEP) e SD da década de 60 e 70? Os “jipes” vieram da designação GP “General Purpose” ou seja, máquinas para todo o serviço. As SD são “Special Duty” para tráfegos mais pesados em linhas principais. Estes dois tipos faziam tração múltipla em infindáveis comboios de mercadorias que atravessavam os EUA de costa a costa.

Os focinhos de cão deram lugar a outra série para passageiros também muito famosa, a F40PH, já na era da Amtrack. Este nome Amtrack resultou da passagem para um operador nacional de todos os serviços de passageiros de longo curso, numa época de sucessivas falências das companhias ferroviárias, em perca destes tráfegos contra o automóvel e o avião.

A General Motors, para além de chegar em certo tempo a ser conhecida como o maior fabricante de automóveis do mundo, cedo dividiu com poucos o título de um dos maiores fabricantes de locomotivas diesel dos Estados Unidos. Nos últimos anos o fornecimento de locomotivas nos EUA era partilhado na quase totalidade apenas com a General Electric. Luta difícil em que parecia que esta última tinha sempre a dianteira tecnológica das novas gerações (motores de tração assíncronos e tecnologias mitigadoras de emissões, regras “Tier3” e “Tier4” de limitação de emissões).

Contudo, outro fabricante nunca deixou de ter em vista pertencer a esta linha de fornecedores de primeira escolha, a Progress-Rail. Depois de várias tentativas acabou por comprar a EMD mantendo, no entanto, as iniciais e a lenda do nome. Mas mudou de Electro Motive Division para Electro Motive Diesel.

Recentemente apresentou um protótipo, designado na gíria americana por “Demonstrator” em que as iniciais EMD fazem parte da imagem da locomotiva.

Mas parece que, segundo o artigo da Trains, vai deixar cair o nome. Será? Sendo assim finda a lenda. Na Europa, as últimas séries de locomotivas com estas motorizações são as nossas conhecidas Vossloh 4000 da Takargo.

A Progress-Rail vai continuar na produção de locomotivas diesel. Mas agora quando falarmos de motores a família já é outra. É que o nome Progress-Rail, não sendo muito conhecido, pertence a algo demasiadamente conhecido por todos. O proprietário da Progress-Rail é nem mais nem menos do que a Caterpillar, esse mesmo, o rei das escavadoras.

Sérgio Pissarra dos Santos