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FMNF agrava resultados negativos

A Fundação Museu Nacional Ferroviário (FMNF) agravou os resultados líquidos negativos na operação de 2016. No ano passado a estrutura que gere o Museu Nacional Ferroviário passou de um resultado negativo de 19 mil euros para mais 387 mil euros.

A quebra de receitas pela não “renovação de aquisição de entradas por parte das empresas associadas”, e o regresso do fundo arquivístico da Direcção Geral de Caminhos de ferro ao IMT, são duas razões assinaladas no Relatório e Contas de 2016 divulgado pela entidade, para o agravamento.

Sobre o fim do Protocolo que colocou à guarda do Centro de Documentação Ferroviária da FMNF o arquivo ferroviário do IMT, em 2015 a webrails.tv apurou que dentro dos objectivos do acordo o organismo público achou que podia fazer melhor que a estrutura da Fundação com a verba atribuída. Objectivos como o acesso publico ao fundo da Direcção Geral de Caminhos de ferro.

Em 2015 o apoio do IMT associado ao Centro de Documentação Ferroviária, que se traduziu no subsidio à exploração, centrou-se em 87 480 euros. Em 2016 a estrutura ligada à investigação e pesquisa da FMNF atendeu 120 pessoas, menos 18 que as 138 de 2015.

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Visitantes

Embora em 2015 tenham sido apenas contabilizados 13 727 visitantes, referentes aos últimos sete meses no ano, o ano passado o espaço museológico do Entroncamento contabilizou 23 835 pessoas. No geral dos vários núcleos registou-se um aumento. De quase 37 mil visitantes em 2015, registou em 2016 um crescimento de 10 mil visitantes, para os 47 mil.

Das 23 835 pessoas que passaram pelo MNF no Entroncamento em 2016, 1158 visitantes vieram de escolas.

Fundadores

Em 2016 a FMNF assinala a entrada de mais duas entidades equiparadas a fundadores. O operador ferroviário de mercadorias Medway e a Visabeira. A segunda entidade entrou com 50 mil euros, o operador ferroviário 32 mil euros em espécie.

Parte desse apoio pode traduzir-se na movimentação de 3 locomotivas a vapor parqueadas nos terrenos da Fernave para o espaço museológico, no Entroncamento. A Medway cedeu ainda três contentores para a instituição utilizar como armazém de reservas dos MNF.

Ao nível das actividades o espaço do Museu acolheu em 2016: 7 exposições temporárias, 8 eventos públicos e 10 eventos externos. No ano transacto, adianta ainda o documento, foram resgatas 3 locomotivas a vapor e um locotractor, e restauradas 98 peças.

Fora do Relatório e Contas mas em 2016

A webrails.tv recupera ainda dois momentos relevantes fora do Relatório. Foi no ano passado que a instituição quase deixou ir para a sucata peças únicas, e material que pode servir de reserva na recuperação de veículos do acervo do Museu. Igualmente relevante, desde Outubro o MNF tem Ana Fontes como Directora.

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Oficial de Contas

Nas notas finais o revisor oficial de contas confirma o agravamento da situação de desequilibro de exploração na FMNF. Como forma de mitigar o problema alerta para necessidade da definição de um modelo de financiamento que permita assegurar a sustentabilidade económica e financeira da FMNF.

Algo que também deverá passar pelas entidades competentes darem um novo fôlego à FMNF, com a nomeação de um novo presidente. O actual, Jaime Ramos, já terminou o mandato à mais de um ano.