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SOS Azulejo reconhece boas práticas IP na salvaguarda do Azulejo

azul_DNA Infraestruturas de Portugal (IP) através da participada IP Património viu o trabalho desenvolvido na preservação do património azulejar ferroviário reconhecido pelo projecto SOS Azulejo.

As acções que desenvolve a nível nacional nas áreas da Segurança, Inventariação, Manutenção, Protecção, foram reconhecidas pela entidade associada à Policia Judiciária com o Prémio “Boas Práticas”.

Helena Neves, Directora da IP Património, presente na cerimónia recebeu o prémio. Na intervenção apresentou a empresa aos presentes.

Ainda na cerimónia que decorreu no Palácio Marquês da Fronteira os técnicos da IP Paula Azevedo e Armando Oliveira deram ênfase à estratégia de salvaguarda do património. A acção da IP assenta em 4 áreas: inventariar, conservar, proteger e divulgar.

A IP Património tem à sua responsabilidade, num universo de 900 estações e apeadeiros, 308 edifícios com azulejos. Das 308 estações e apeadeiros apenas 211 têm serviço de passageiros ou mercadorias. Elvas, por exemplo, só tem mercadorias.

Na actualidade encontram-se inventariadas 116 estações e apeadeiros com revestimento parietal e painéis de azulejos. As peças estão fotografados e as tipologias identificadas.

No domínio da protecção, ainda no tempo da REFER, a empresa e o projecto SOS Azulejo assinaram um protocolo que levou à criação e aplicação da Placa SOS Azulejo em várias estações e apeadeiros. A acção tem como mote dissuadir  o roubo e vandalismo nos azulejos das estações. Até ao presente foram aplicadas cerca de 180 placas.

A defesa do património azulejar contra o roubo e vandalismo passa ainda pela colocação de clausulas em contratos de subconcessão, e pedido de rondas às autoridades policiais.

A um outro nível surge a divulgação e valorização do património azulejar. Por um lado através da promoção de visitas guiadas, participação em exposições, nas Jornadas Europeias do Património, acções de formação. Por outro na ligação com organismos públicos associados ao património.

Neste aspecto destaca-se a presença do património azulejar associado às estações ferroviárias no Sistema de Informação para o Património Arquitectónico - registos SIPA da DGPC. Foi referido que a “plataforma permite o conhecimento e adequada actuação por parte da DGPC em situações de análise de pedidos de saída deste tipo de património do país para o estrangeiro”.

Em evidência, nos registos de divulgação, é também a integração do azulejo no programa desenhado para o  Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. IP e CP participaram na iniciativa com a visita guiada ao Rossio. A proposta contemplou a interpretação dos painéis presentes na estação.

A conservação surge como outro pilar relevante para o reconhecimento. As acções de conservação e restauro decorrem um pouco por todo o pais. A estação de Contumil, linha do Minho, surge como um exemplo recente.

A cerimónia decorreu na segunda-feira 22 de Maio no Palácio Marquês da Fronteira. Além do Prémio “Boas Práticas”, foram entregues mais 6 prémios e 4 menções honrosas.

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A lista de premiados:

Prémio “Além-fronteiras”:

  • Dora Monteiro e Silva de Alcântara, Stella Regina Soares de Brito e Tahis Alessandro Bastos Caminha Sanjad; “AZULEJARIA EM BELÉM DO PARÁ – Inventário – Arquitetura civil e religiosa – Século XVIII ao XX”.

Prémio “Intervenção Artística”:

  • Andreas Stöcklein (Ratton Cerâmicas Lda.); Intervenção artística – Túnel do Quebedo, Setúbal.

Menção Honrosa ‘Intervenção Artística’:

  • Carlos Manuel Valentim Aurélio; Trabalho artístico: painel de azulejos, Escola Secundária D. Sancho II de Elvas.

Prémio “Investigação em História de Arte”:

  • Joaquim Vitorino Videira Eusébio; “As representações de Santo António (1190-1231) na azulejaria portuguesa dos séculos XVII e XVIII. A Construção de um mito”.

Menções Honrosas ‘Investigação em História de Arte’:

  • Câmara Municipal de Faro – Museu Municipal de Faro; “António Macedo Ramalho Ortigão e a coleção de azulejaria do Museu Municipal de Faro: um homem da Marinha e o seu gosto pela arte”;
  • Pedro José Bodião Fernandes da Rocha; Estudo a partir de tese de mestrado “A Quinta dos Azulejos”.

Prémio “Exposição e Catálogo:

  • Museu de Lisboa – Palácio Pimenta; Exposição e Catálogo “Fragmentos de Cor. Azulejos do Museu de Lisboa”.

Prémio “Tese de Doutoramento na área de Conservação e Restauro”:

  • Mathilda Larsson Dias Coutinho; “Biological colonization on majolica glazed tiles: biodeterioration, bioreceptivity and mitigation strategies”.

Prémio “Estudo e Divulgação”:

  • Rosário Salema de Carvalho e Libório Manuel Silva; “Azulejo em Braga – O Largo do Tempo do Barroco”.

Prémio “Boas Práticas”:

  • Infraestruturas de Portugal, S.A.; Ações na Área da Segurança. Inventariação. Manutenção. Proteção.

Menções Honrosas “Dissertação de Mestrado”:

  • Adriana Anselmo de Oliveira; “Jorge Barradas e seus Caprichos. Conservação e Restauro de um painel”;
  • Inês Leitão; “A arte pública e a construção do lugar. A presença do azulejo (1970-2013)”.

Menção Honrosa “Intervenção de Conservação e Restauro”:

  • Parques de Sintra – Monte da Lua, S. A.; Conservação de restauro da Cozinha Real do Palácio Nacional de Sintra: estudo, diagnóstico e intervenção.

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Os Prémios de Protecção e Valorização do Património Azulejar português (e/ou de origem/tradição portuguesa) designados ‘Prémios ‘SOS Azulejo’’, são entregues anualmente desde 2010.

O ‘Projeto SOS Azulejo’ é de iniciativa e coordenação do Museu de Polícia Judiciária e conta com as seguintes parcerias: Associação Nacional de Municípios Portugueses; Direcção Geral do Património Cultural; Rede de Investigação em Azulejo da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; Instituto Politécnico de Tomar; Universidade de Aveiro; Guarda Nacional Republicana e Polícia de Segurança Pública.