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VV vai ter comboio histórico no Verão

VV_comboioHistorico

img: Paulo Alexandre

Estão programadas 14 viagens em comboio de época todos os sábado a partir de Julho no Vale do Vouga (VV), mas mais podem ser feitas em sistema de aluguer por particulares ou empresas, adiantou Jorge Almeida, vice-presidente da CM de Águeda, à webrails.tv em conversa telefónica.

A CP Comboios de Portugal em parceira com o município do distrito de Aveiro, preparam-se para explorar uma proposta turística onde uma composição, formada com carruagens em madeira e locomotiva diesel, serve de ponte para o que a região de Águeda tem para oferecer.

A webrails.tv esteve à conversa com Jorge Almeida, vice-presidente da CM de Águeda, e falou sobre a nova proposta com epicentro no ramal de Aveiro da Linha do Vouga:

A composição de via estreita é composta pela Locomotiva diesel CP 9004, fabricada em Espanha em 1964, e mais três carruagens. Material circulante construído na Bélgica e Alemanha, de 1908, e 1925, respectivamente.  O terceiro veículo tem origem portuguesa, construído pelos Caminhos de Ferro do Estado em 1913, nas oficinas do Porto.

A viagem inaugural, adianta Jorge Almeida, está agendada para dia 1 de Julho. A marcha tem início em Aveiro, na linha do norte, pelas 13h40 e regresso às 19h30. No meio pára em Machinhata das 15h08 às 16h26, e no regresso em Águeda das 16h56 até às 18h11.

Na carta impressa a velocidade que consta para o composição de época é de 25km/h. O programa de mote ferroviário repete-se todos os 14 sábados até ao final de Setembro. A viagem tem o custo de 29.50 euros para adulto, 16 para criança.

Do conjunto associado a esta composição existe ainda uma locomotiva a vapor. Em operação a E214 abre espaço para a circulação de comboios a vapor. A webrails.tv apurou que a E214 se encontra em Contumil, embora já tenha sido acesa, o seu futuro está em análise.

Referir ainda que o comboio não chega a Sernada só por não estarem reunidas condições para acolher os turistas. A última intervenção da Infraestruturas de Portugal na estação inutilizou a capacidade da infraestrutura para serviço turístico.

Com o intuito de poupar na manutenção retirou via e agulhas, limitando a estação à utilização por automotoras. O novo layout não só retirou vias de parqueamento e manobra de máquina e carruagens, como isolou a única rotunda existente no complexo, amputando o seu acesso ao feixe de linhas.

Sendo este uma ano zero para um projecto que no futuro, se a opção passar pela ferrovia como produto, até pode ter oficinas, mais de um espaço com acervo, manobras, e várias composições época para circular.

Caso a temática se posicione para ser oferta importa lembrar que a IP terá remendar a ilha ferrovia e olhar para a capacidade da linha, e o que tem em Sernada se efectivamente o que lhe interessa é ter comboios a circular e rentabilizar património.