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Terminais Ferroviários com concurso ainda este ano

leixoesportoEm intervenção no final do ano passado António Laranjo, adiantou que terminavam este mês de Maio duas concessões no Complexo ferroviário da Bobadela. Dentro desse cenário o presidente da Infraestruturas de Portugal explicou que a empresa estava a estudar a subconcessão dos terminais.

O caderno de encargo, referiu na palestra onde abordou “Futuros Investimentos em Infraestruturas”, ainda estava em preparação. Era cedo para caracterizar o processo e modelo de subconcessões dos terminais ALB, SPC, porque estava em estudo.

Com o fechar do ciclo na gestão dos terminais concessionados este mês de Maio, se havia expectativas de concurso e um caderno de encargos para novo ciclo, a webrails.tv apurou junto da IP que o processo continua em estudo:

“A Infraestruturas de Portugal encontra-se a ultimar uma análise a vários terminais ferroviários de mercadorias onde, naturalmente, os espaços do Complexo da Bobadela e o Terminal de Leixões se incluem. A análise tem como objectivo identificar estratégias capazes de valorizar a actividade dos terminais e, simultaneamente, estimular os movimentos ferroviários na rede nacional”.

O quadro revelado na sede da SRS Advogados indicou que já havia interessados, e apontava para a hipótese de subconcessão conjunta dos três terminais do complexo lisboeta. As áreas concessionadas à ALB e SPC, mais a área gerida pela IP, poderiam ser alvo de propostas para gestão de um só operador.

No caso de Leixões, um terminal IP, a expectativa de gestão por terceiros também se apresentou. No entanto o projecto de expansão do porto de Leixões condiciona o futuro posicionamento da infraestrutura ferroviária:

“Especificamente no caso do Terminal de Leixões, a estratégia que se encontra a ser avaliada terá ainda em atenção, obrigatoriamente, o facto de se encontrar vertido nos planos estratégicos a possibilidade da sua relocalização no médio prazo”.

O terminal ferroviário está inserido no coração do porto da região norte. A estrutura marítimo-portuária, acossada no espaço que tem para crescer, supera anualmente estatísticas na movimentação de carga e ganhos em eficiência. Como consequência natural de afirmação, por ter pouco espaço para crescer, a área ferroviária ocupada pelo terminal surge como solução de expansão para uma maior movimentação de carga.

O projecto aponta para a relocalização do actual terminal ferroviário na área das oficinas de Guifões. Na sessão realizada em Novembro de 2016 o presidente da IP destacou que o espaço tem capacidade ferroviária, a manutenção do Metro do Porto é feita em Guifões, e pode ser adaptado para receber comboios de 700 metros.

Remata a IP no conjunto de questões enviadas sobre fim das concessões da Área Logística da Bobadela (ALB) e Serviço Português de Contentores (SPC), e caderno de encargos para abertura de concurso:

“Nos casos onde a opção estratégica recaia na delegação da exploração dos terminais a terceiros, estima-se haver condições para a elaboração dos cadernos de encargos e consequente promoção de alguns concursos ainda este ano”.

No ano passado a IP arrecadou com os terminais ferroviários 2,6 M€. O valor ficou 0,7 M€ abaixo do esperado pela empresa.  O nível de rendimentos com os Terminais de Leixões e Bobadela ficou “aquém do previsto decorrente do modelo tarifário vigente”, a empresa estimava encaixar 3,3 M€ com as plataformas em 2016.