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Segunda e terça a APLOP reune-se em Lisboa

A Associação de Portos de Língua Portuguesa (APLOP) promove em Lisboa, nos dias 11 e 12 de Setembro, o X Congresso da associação. O encontro está previsto para a Gare Marítima de Alcântara e junta nos dois dias, entre outros, Autoridades Portuárias dos diferentes países de expressão portuguesa.

Com a ferrovia em fundo, quer como elemento de competitividade de um infraestrutura portuária ou como elo da cadeia logística, aproveitamos saber quais os temas e de que se vai falar no X Congresso APLOP.

Do programa constam cinco os painéis a desenvolver em dois dias de encontro. Para dia 11, e depois da cerimónia de abertura, os temas dividem-se entre “Investimento em Infraestruturas”, “Desenvolver o Negócio Portuário”, “Direito Portuário nos Países de Expressão Portuguesa”. Já no dia 12 abordam-se a “Integração nas Cadeias Logísticas” e uma mesa redonda focada no shipping encerra o X Congresso da APLOP.

José Luís Cacho, antigo presidente da Associação, ainda ligado à estrutura como conselheiro, ajudou-nos a dar alguma dimensão do que se pode esperar do programa de dia 11 e 12 de Setembro.

Assim para “Investimento em Infraestruturas” o colaborador da APLOP destaca a presença de Marrocos e Timor no quadro de abertura. Marrocos foi admitido na organização com estatuto de observador, e na intervenção vai abordar o quadro de investimento que previsto para o sistema portuário no país.

Marrocos “está a olhar muito para o investimento portuário”, refere. O país prevê, para os próximos anos, construir portos de raiz, e posicionar-se como uma porta para África. “Uma estratégia que será interessante conhecer”.

Em Timor houve um concurso para se construir um novo porto em Dili. “Hoje o porto de Dili tem algumas fragilidades, e Timor, dada a sua posição geográfica, decidiu investir num novo porto”. Em Lisboa o vencedor vem dar a conhecer o equipamento elaborado para Dili.

O painel fecha com a intervenção de Lídia Sequeira. A presidente do porto de Lisboa recupera o plano de investimento para o sector marítimo portuário idealizado pela Tutela.

Ainda da parte da manhã, no segundo painel Congresso, vai falar-se sobre o “Negócio Portuário”. Aluísio Sobreiro, da Associação de Comercio Externo do Brasil, aborda as exportações brasileira e relação com os países da lusofonia. José Luís Cacho recorda que o país sul americano é muito forte no sector agro pecuário e matérias primas.

Está ainda na área de projectos em desenvolvimento está prevista a apresentação do Terminal de Contentores de Rio Grande no Brasil. O projecto teve grande desenvolvimento nos últimos meses, um processo que deverá ser dado a conhecer pelo administrador.

Por seu turno, Lígia Correia, presidente da Administração dos Portos da Madeira e vogal da Associação Portos de Portugal (APP), na comunicação que leva ao Congresso dará a conhecer o trabalhado que está a ser desenvolvido no seio da APP sobre cruzeiros.

A tarde do primeiro dia, depois da pausa para almoço, abre e termina com “Direito Portuário nos Países de Expressão Portuguesa”, por José Luís Moreira da Silva, Coordenado do Trabalho APLOP.

O grupo estuda a legislação em vigor nos vários portos com vista a retirar atrito as normas nas diferentes latitudes com vista a agilizar procedimentos. A aproximação das diferentes legislações poderá resultar numa maior agilidade nas trocas comerciais e circulação de bens e pessoas.

A apresentação deverá dar a conhecer em que pé andam os trabalho em desenvolvimento pelo grupo neste campo.

No dia 12 a manhã terá como tema a “Integração nas Cadeias Logísticas”. Para isso será dado a conhecer os desafio e implementação da Janela Única Logística e o calendário de aplicação ao território português. Além de um estudo académico brasileiro que está a ser desenvolvido sobre a monitorização de cargas ao longo da cadeia logística.

O X Congresso dos Portos de Língua Portuguesa encerra com uma mesa redonda de armadores, e onde se irá falar do shipping, e plataformas logísticas.

Como temas no shipping, José Luís Cacho, explica que a mesa redonda deverá abordar o acentuar da concentração dos elos da cadeia logística. Uma tendência que se confirma com o esbater de serviços que até à pouco estavam bem definidos.

“Até aqui tínhamos campos mais separados entre operadores portuários, armadores, operador logístico, transitário, e cada vez mais vemos tudo isto de uma forma integrada”, refere. A aquisição da CP Carga pela MSC, no contexto português, pode ser um exemplo.

Por outro lado deixa o exemplo de empresas como a Amazon que asseguram todo o processo logístico.

Francisco Mendes Palma fecha as propostas do X Congresso. O CEO da aicep Global Parques irá abordar a capacidade logística portuguesa e como ela se poderá posicionar como porta de entrada para os países lusófonos ou para a Europa.

Referir que a APLOP é constituída formalmente em 2011 num encontro realizado em Leixões. Desde então tem procurado trabalhar no desenvolvimento do sector marítimo portuário lusófono.

A acção que promove entre os associados varia entre a promoção de acções de formação, intercâmbio de técnicos; aproximar o quadro normativo das autoridades portuárias; ou estimular as trocas comercias.

Integram a APLOP entidades de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Príncipe. Macau e Marrocos integram a APLOP na qualidade de Membros Observadores.