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MZ: VALE aplica kit de protecção ao parque de locomotivas

A empresa SVI Engineering está em processo de produção e montagem de protecções blindadas em mais de uma centena de locomotivas moçambicanas da VALE. A instalação do kit, em curso, resulta de ataques a comboios de carvão da multinacional em 2016.

De acordo com Jaco de Kock, diretor da SVI, no ano passado a empresa apresentou-se a concurso e conseguiu apresenta a proposta vencedora. O contrato, que teve inicio este ano, visava proteger 110 locomotivas da Vale em operação no Corredor Logístico Integrado do Norte (CLN) e Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN). As locomotivas pertencem à VALE e são operadas pelo CLN.

A CLN é uma concessionária ferroviária e portuária do Corredor de Nacala, principal via de transporte de carvão da bacia de carvão Moatize, em Tete. A empresa é detida pela Vale, japoneses da Mitsui – principais accionistas -  e pela Portos e Caminhos de Moçambique (CFM). Ao longo do Corredor, existem também outras concessionárias, a saber, o CDN (Corredor de Desenvolvimento do Norte), para carga geral e passageiros, e VLL (Vale Logistics Limited) e CEAR (Central East Africa Railway Company Limited).

A instalação do kit, armadura e vidro blindado, nas locomotivas está em curso à vários meses, e deve estar concluída no terceiro trimestre de 2017. A maioria dos kits de armadura projectados pelo SVI já foram instalados. Para não perturbar a operação e rotação de material circulante na operação, refere a publicação especializada DefenseWEB que divulgou o serviço, os kits são montados no local e de uma só ver.

O aspecto protegido foi desenhado de forma a que a locomotiva aparente, tanto no interior e exterior, o mais normal possível. Detalhes como a rotina de abrir janelas não foi descurado. O vidro, fornecido pela American Glass Products (AGP), incorpora as características de vidro padrão, incluindo elementos de aquecimento, explica a publicação.

Segundo Kock o foco estava no compartimento do maquinista, mas há espaço para que outras partes das locomotivas sejam também protegidas.

A publicação enquadra a opção com a série de composições, outros veículos, alvos de ataque na zona centro/norte de Moçambique nos últimos anos. Refere-se, com particular ênfase, àqueles que ocorreram no transporte de carvão para nos corredores da Beira e Nacala. A situação levou a Vale suspender algumas operações ferroviárias após os ataques de 2016.

De acordo com a defenceWeb, que cita Kock, a SVI com o serviço para a VALE torna-se a única empresa africana com portefólio em proteger comboios. A aposta abre uma área de mercado para a empresa, pois existem muitas locomotivas vulneráveis ​​em todo o continente que transportam commodities entre os principais centros.

A SVI é uma empresa sul africana especializada em engenharia mecânica, desenvolvimento de produtos e produção de veículos blindados. A empresa produz veículos civis blindados, veículos de luxo blindados, reciclagem de veículos militares e policiais, veículos em trânsito, canhões de água.