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AR defende alargamento da bitola para a Linha do Vouga

A Assembleia da República (AR) defende o alargamento da bitola e prolongamento a Viseu em recomendação de modernização para a Linha do Vouga. A posição do Órgão de Soberania está na recomendação ao Governo em forma de resolução publicada esta quinta-feira em Diário da República.

Na Resolução da AR n.º 236/2017, o Órgão de Soberania, recomenda que a requalificação e modernização da linha do Vouga se processe por troço e por tipo. Intervenção a ocorrer entre Sernada do Vouga-Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga-Viseu.

Lê-se na resolução dirigida à Tutela: “Promova a requalificação e modernização da linha do Vouga, originalmente conhecida como linha do Vale do Vouga, no seu traçado entre Espinho e Aveiro e com destaque para as ligações Sernada do Vouga-Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga-Viseu, interligando-a com a linha do Norte, bem como a sua inclusão no Plano de Investimentos Ferroviários 2016 -2020, de preferência até ao final do corrente ano e envolvendo os municípios e as populações dos distritos por aquela percorridos“, explica a AR no documento.

Intervenção que deverá ser programada pela Tutela: “Calendarize as intervenções a realizar na linha, por troço e por tipo de intervenção, abrangendo a electrificação, o alargamento da bitola existente, a correcção de traçados de forma a permitir uma maior velocidade de circulação, a melhoria das condições de segurança e sinalização, a requalificação das estações e a renovação do material circulante” .

Linha do Oeste

Ainda na Série I o Diário da República n.º 202/2017, a AR recomenda ao Governo para que proceda com urgência à requalificação integral da linha do Oeste.

Diz a Resolução da Assembleia da República n.º 235/2017, sobre a Linha do Oeste, que a Tutela deve promover “a revisão do Plano de Investimentos Ferroviários 2016 -2020, com o objectivo de incluir o projecto de requalificação e de modernização integral da linha do Oeste, no plano de investimentos prioritários da Infraestruturas de Portugal”.

A ligação ferroviária da costa atlântica, segundo o documento, deverá afirmar-se com alternativa à utilização do veículo automóvel, para cumprir uma missão estruturante para a região e para o país.

Para tal defende que a Tutela tem promover a electrificação do corredor, colocar novo material circulante, promover serviços mais eficientes com estações guarnecidas e inclusão oferta Intercidades no corredor.

De acordo com os partidos que ratificaram a proposta, para tornar a modernização menos onerosa mas mais rápida, a intervenção pode ser executada em duas fases:

- “Numa primeira fase, proceda com urgência ao lançamento do concurso para obras na linha do Oeste, previsto para janeiro de 2017, nomeadamente a electrificação de todo o troço entre Meleças e Caldas da Rainha e a implementação de sistemas de sinalização electrónica e telecomunicações ferroviárias, bem como a duplicação da linha em dois troços, um entre Meleças e Pedra Furada (Sintra) e outro na zona da Malveira (Mafra), até 2018″.

- “Numa segunda fase, desde Caldas da Rainha até Louriçal/Bifurcação de Lares, até 2020, permitindo a ligação ao ramal de Alfarelos e, depois, à linha do Norte, até Coimbra B”.

As recomendações publicadas esta quinta-feira, 19 de Outubro em Diário da República,foram aprovadas a 20 de Setembro.