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Complexo Ferroviário de Coina palco de exercício de segurança

Takargo_railex17O complexo Ferroviário de Coina foi palco de exercício multidisciplinar em ambiente ferroviário na área da segurança esta quinta-feira. Entre os intervenientes na articulação de meios para os cenários críticos estiveram a Fertagus, CP Comboios de Portugal, Takargo, Medway, e ainda o IMT enquanto Autoridade Nacional de Segurança Ferroviária.

A execução do exercício projectou três cenários no complexo Ferroviário da Fertagus na Coina que envolveram dois comboios de passageiros.

Estiveram envolvidos uma UTE 2240 da CP e um unidade 3500 da FERTAGUS. A parte da carga afectou um comboio de mercadorias da Takargo. O exercício contou ainda com um veículo pesado de transporte de passageiros dos TST.

Na parte dos passageiros foram simulados um acidente rodo-ferroviário entre um comboio da CP e um veículo pesado de passageiros. Já a unidade da Fertagus  viu-se envolvida num Incidente Tático-Policial. Em torno da automotora eléctrica foram criadas situações que envolveram armas de fogo, explosivos, alteração da ordem pública, ou tomadas de reféns.

A operação junto do comboio de mercadorias recorreu a uma locomotiva diesel Euro 4000, vagões plataforma e contentores de 20 pés, para simular um derrame de Matéria Perigosa.

A Medway foi convidada e participou no exercício como agente observador/avaliador. A intervenção resumiu-se, através das equipas da Regulamentação e Segurança e da Qualidade e Ambiente, do Departamento de Regulamentação e Segurança, ao compromisso de elaborar um relatório para a RailPol, adiantou o operador ferroviário de mercadorias.  O documento produzido, explicou, deverá conter recomendações que a observação do exercício possa sugerir.

A projecção dos três cenário decorreu entre as 08h00 e as 15h00 horas e envolveu 38 entidades entre organizadores e parceiros. Destaca-se, no modo ferroviário além dos já citados, o envolvimento da IP, Gestão de Material Ferroviário e Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários.

Entretanto, procuramos saber o que seria e quem seria o parceiro “Gestão de Material Ferroviário”, mas não conseguimos apurar o que faz e como se encaixa a entidade no modo ferroviário. Os intervenientes do sector contactados mostram desconhecimento e curiosidade sobre a missão e posicionamento de tal organismo no ecossistema.

A acção organizada pela GNR, designado RAILEX17, visou estimular a “articulação e interoperabilidade dos envolvidos, por forma a que a resposta seja coordenada, oportuna e eficaz” entre bombeiros, forças de segurança, autoridades civis e militares, e interveniente do modo ferroviário.