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2016: Precursores de acidentes com máximo histórico pela negativa

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img: RASF

Em 2016, adianta o Relatório Anual de Segurança Ferroviária (RASF), os precursores de acidentes atingiram máximo histórico face aos últimos 10 anos.  A incidência destaca as categorias associadas à manutenção da infraestrutura.

O RASF da Autoridade Nacional de Segurança Ferroviária, um Departamento do IMT, diz que de 2015 para 2016 o indicador de “precursores de acidentes” aumentou 44,1%.

A incidência passou de 188 situações para 271. As categorias associadas à infraestrutura “carril partido” e “deformações na via” sustentaram o crescimento.

No entanto o indicador “precursores de acidentes” apresenta-se em tendência crescente desde 2011. Ano em que encerraram linha e ramais no quadro da intervenção da Troika. Nesse ano a incidência na rede ferroviária nacional disparou de 68 ocorrência para 146 no ano seguinte, 2012.

Também aí suportada pelas categorias “carril partido” e “deformações na via”, com particular incidência na segunda. Em 5 anos a categoria evoluiu de 24 situações sinalizadas em 2011 para 167 o ano passado.

O outro salto considerável encaixa-se na criação da Infraestruturas de Portugal. O indicador sobe 44,1% entre 2015 e 2016, ano que a empresa ganha estatuto jurídico. As categorias da infraestrutura voltam a sedimentar a subida, e no caso, “carril partido” quase duplica.

A atender este cenário o Departamento diz no relatório: “no âmbito da observação do desempenho da segurança ferroviária, importa salientar que a Infraestruturas de Portugal, S.A. como gestor de infraestrutura (GI) da rede ferroviária nacional (RFN) executa uma monitorização diária das ocorrências com potencial impacto na segurança da exploração do sistema ferroviário nacional”.

Em cenário de “monitorização diária das ocorrências”, desde 2011, as categorias “carril partido” e “deformações na via”, a leitura do quadro diz que só por uma vez ensaiaram quebrar a prevalência crescente de situações na RFN, para valores sempre em subida.

Valores, diz o Departamento, são mitigados na Estratégia nacional de segurança: “para além dessa análise diária, são realizadas análises de tendência, cujos resultados são posteriormente vertidos nos relatórios anuais de aplicação dos sistemas de gestão de segurança. Esta observação do desempenho da segurança ferroviária realizada diariamente pelo GI, é também realizada pelas empresas de transporte ferroviário (ETFs), no âmbito da aplicação dos sistemas de gestão de segurança, nas vertentes gestão e controlo dos riscos inerentes à exploração do transporte ferroviário”.

Só que a gestão do risco pode traduzir-se em restrições de velocidade, e estas podem querer dizer que a velocidade comercial da rede tem vindo a ficar mais lenta para passageiros e mercadorias. Porque o número elevado das categorias já vertido nas condições circulação RFN pode significar aumento de tempos de percurso.

A que se pode somar, ao identificar das categorias e mais a gestão de prioridades na manutenção da RFN. Ou seja entre o identificar do problema e a sua resolução aplica-se uma restrição. A situação não é resolvida mas aparada para intervenção oportuna.

Entretanto a webrails.tv solicitou à IP dados sobre orçamentos de manutenção, ainda não foi possível obter essa informação.