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Almoço de convívio junta associados e amigos da AMF

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Ampliação / img: Jaime Amaro

A Associação de Amigos do Museu Nacional Ferroviário (AMF) promoveu no dia 25 de Novembro um almoço convívio onde juntou associados e amigos no Entroncamento.

O desafio lançado pela AMF reuniu, entre almoço e passagem pela sede, mais de duas dezenas de pessoas.

Só no almoço – sem contar com quem apareceu na sede para provar o bolo Rei, beber um Porto e dois dedos de conversa – compareceram 22 inscritos.

As noticias postas a circular em jornais do Entroncamento, ampliadas pela não aprovação da Assembleia de Republica de uma proposta para libertar verba para a FMNF, esteve no centro de algumas conversas.

O relevo e preocupação dessa informação -  onde surge a hipótese do Museu Nacional Ferroviário encerrar portas no inicio do próximo ano – esteve patente na intervenção do presidente da AMF que fechou o almoço.

Para Maria Manuela Poitout o Museu não pode fechar pelo que representa para a história e memória da ferrovia portuguesa, e para o Entroncamento. Intervieram ainda no almoço Pedro Zúquete e João Paulo.

Pedro Zúquete recuou no tempo para lembrar as viagens ferroviárias feitas na companhia de amigos em material que já não circula, e as aventuras que proporcionavam os destinos e caça aos comboios.

Nas palavras que proferiu teve ainda oportunidade de reforçar a ideia da relevância que almoços assim têm nos dias de hoje. Tudo porque numa era em que o digital aproxima as pessoas a relação binária afasta-as do contacto físico e encontro com a realidade.

Ideia complementada por João Paulo, que a par de Jaime Amaro, mobilizou os presentes para o encontro convívio. Propôs que houvesse um esforço dos presentes para que se realizassem pelo menos dois almoços assim por ano.

A marcar a memória do encontro, e a valorizar as viagens como variante da temática ferroviária, fica ainda a presença do autor de “Para Poder Voltar – Diário Transiberiano”, entre os participantes do almoço convívio.

O viajante ferroviário Mateus Brandão, na passagem pelo sede da AMF, autografou livros e deu o apito de partida para o relato de jornadas ferroviárias, entre os presentes, com a experiência das saídas de comboio entre Rússia e China.

Outro momento de referência deu-se no fim do almoço. Ocorrência que irá certamente marcar a animação de alguns almoços no restaurante “Ponte” ao longo dos próximos meses.

O local escolhido é poiso habitual na refeição de alguns associados da AMF. A cumplicidade cultivada levou a que a associação oferece-se uma ampliação ferroviária para ilustrar uma das paredes do espaço. .

De propósito, ou talvez não, a oferta da imagem teve como protagonista o comboio histórico a chegar ao Entroncamento, precisamente debaixo da ponte que dá nome ao restaurante.

O dia terminou onde começou, na sede da AMF. De manhã como ponto de encontro, da parte da tarde com bolo Rei, Porto, comboios, vídeos antigos de comboios portugueses, ainda em VHS.