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The Presidential financia MNF com prestigio

mnf_entroPrestigio é como as circulações especiais de turismo e lazer do Comboio Presidencial, acervo do Museu Nacional Ferroviário (MNF), no Douro financiam a Fundação Museu Nacional Ferroviário (FMNF).

A revelação pública chega por Jaime Ramos, presidente da FMNF, numa altura que é uma das pessoas que argumenta que o MNF pode encerrar portas por falta de financiamento publico.

Em entrevista ao EntroncamentoOline, explica que o contributo da cedência do comboio presidencial enquanto The Presidential é paga em prestigio.

A situação lembra que activo nem sequer foi colocado no mercado pela FMNF. Não é publico que tenha existido um caderno de encargos e concurso público para a sua exploração comercial. Mas o responsável pela FMNF admite que a instituição abdica das receitas do aluguer quando se sabe que os problemas de financiamento da FMNF não são recentes, estão vertidos em sucessivos relatórios e contas.

Diz ao jornal, num contexto onde fala do reconhecimento internacional do MNF, que: “ter o comboio no Douro, era bom que viesse dinheiro, mas não pode vir. Mas não há nada, não se consegue nenhum instrumento que publicite melhor [o MNF] que aquele comboio [The Presidential]“.

Avança que a instituição não tem “dinheiro”. A verba conseguida com as entradas e alugueres é residual. Chega para comprar material para os restauros e pouco mais. Por outro lado recorda o espartilho imposto pelo cortes da Tutela, e o reflexo que tem nas contas e na contratação de técnicos. Aspectos que têm limitado a acção das atribuições da FMNF.

No caso dos alugueres explica como funciona o financiamento obtido com o The Presidential: “Nós temos uma parceria, mais do que estar a receber dinheiro directo, uma parceria para implementar a marca MNF. Custa muito dinheiro. Os serviços têm feito estudos nessa matéria, e custa tanto dinheiro que não temos hipótese alguma de fazer isso. E como tal lançamos isso. Há uma empresa que explora o comboio [Trajetorias & Melodias] e que nos está a fazer esse trabalho. Que neste momento até tem um trabalho conjunto que está a ser feito com o ISCTE, o Estudo Económico e Financeiro”.

Estudo Económico e Financeiro

O Estudo Económico e Financeiro está a ser elaborado pelo ISCTE a pedido da CP. “O Sr. Presidente da CP quando chegou, pediu para que se  fizesse isso. Um instrumento de trabalho. É um académico, isso para ele é importante. Portanto, pediu e está a ser feito pelo ISCTE”, explicou Jaime Ramos.

Quadros Técnicos

A FMNF tem um pedido pendente na Tutela para integrar 10 de técnicos. Pessoas que conhece há muito tempo, antigos funcionário de uma empresa que fechou em plena crise, quando era presidente da CM do Entroncamento.

A integração de quadros a tempo inteiro está pendente de assinaturas de ministérios da Tutela, revela, mas não adianta na entrevista, nem o jornalista questiona, que competência irão incorporar para valorizar a missão da FMNF.

Artigo completo encontra-se disponível para subscritores.

 

Encerramento MNF

Apesar de ser ventilada a hipótese do MNF encerrar portas no inicio do próximo ano, os alertas foram lançados pela administração da FMNF, o presidente garante no apontamento ao EntroncamentoOline que existem garantias da Tutela em que não haverá um Museu com prestigio encerrado.

As conversas que teve com o secretário de Estado Oliveira Martins deram a entender que “o Museu vai ter garantia financeira e de pessoal até ao fim do ano”, alega Jaime Ramos.

O detentor da pasta das infraestruturas, refere ainda na entrevista, avançou-lhe que até à nomeação de um novo presidente para a FMNF mantém a confiança na administração. Já Jaime Ramos,  com mandato caducado desde o verão e por reconduzir desde de 2016, declarou-se motivado e com vontade de continuar.