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Faltam quadros técnicos para acompanhar o sector

Numa altura em que se perspectiva um volume de obra considerável na infraestrutura ferroviária portuguesa não há quadros bem preparados no sector para acompanhar todas as fases das intervenções.

O alerta veio de Manuel Caetano, Logistel, que disse que o sector não tem jovens bem preparados para acompanhar a projecção do plano Ferrovia 2020 no terreno.

A posição foi defendida na sessão “O Transporte Ferroviário no Pós 2020″, que ocorreu esta quarta-feira no auditório do Alto dos Moinhos.

O consultor referia-se à dona da obra, a Infraestruturas de Portugal (IP), com o alerta a servir também para a EMEF. Na empresa de manutenção por causa de noticias que dão conta que a Tutela tem intenção adquirir novo material circulante para a CP, mas tem falta de quadros.

“É necessário que haja um conjunto de quadros, bem preparados tecnicamente, que acompanhem todo o processo. Preparados para ajudar naquilo que é concebido, controlar os projectos implementados, e seguir isto em permanecia. E isto é tão importante como financiamento”, referiu.

Porque para o responsável da Logistel ter quadros técnicos jovens capacitados para acompanhar e controlar os projectos ou ir às reuniões, é tão importante como ter financiamento.

Sendo que o segundo arranjar-se o primeiro é que é mais complicado, rematou.

Leitura também aflorada por Ernesto Martins de Brito, antigo presidente da CP, quando se referiu ao plano previsto no Ferrovia 2020,por ser a maior intervenção no sector desde à duas décadas.

Por seu turno Carlos Fernandes, vice presidente IP, respondeu que a empresa pública tem um enorme “saber fazer”, mas a média de idades que ronda os 50 anos.

A empresa tem poucos quadros abaixo dos 49, “e não temos mais porque não podemos contratar durante muitos anos”, mas a situação alterou-se, adiantou.

A IP, adiantou, tem autorização para contratar, e espera integrar nos próximos meses quarenta jovens engenheiros nos quadros.

A IP espera ainda, segundo ooresponsável, proporcionar mais uma dezena de estagiários remunerados.

Mediadas que a médio prazo, acredita, podem ajudar a mitigar as carecias do gestor de infraestrutura.

Mas se do lado do gestor da infraestrutura ferroviária ficou alguma esperança quanto à capacitação futura, do lado da EMEF a sedimentação de conhecimento é incógnita.

Abrantes Machado, vogal da CP para a gestão da EMEF, presente na sessão não interveio desde a plateia. Também não foi para essa resposta que marcou presença em “O Transporte Ferroviário no Pós 2020″, e ouviu em silêncio.

Mas quem não está comprometido com o sector  consegue ver que a EMEF tem vindo a ser descapitalizada de capital humano que sai com conhecimento.

Saídas e reformas não colmatadas que podem ajudar a ajustar a empresa na reestruturação, mas não o serviço.

Já a indefinição quanto ao futuro, a reestruturação, potência mais a preocupação levantada por Manuel Caetano da Logistel.