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Análise de Intervenções IP da Linha do Douro internacionaliza-se

douroInternacionalA “Análise de Intervenções na Infraestrutura Ferroviária” elaborada pela Infraestruturas de Portugal (IP) em 2016 onde a empresa projecta 3 cenário de reabertura do troço internacional da Linha do Douro, é citado pela imprensa espanhola.

A internacionalização do documento, recorde-se que a sua divulgação em primeira mão pelo jornal Público mereceu uma auditoria interna na IP, vem pela mão plataforma de informação salamancartvaldia.es.

Entre outros aspectos, o órgão de informação explica aos espanhóis que o estudo português quantificou o investimento necessário num cenário de reabertura da linha do Douro entre Pocinho e Salamanca.

Diz que são mais de 1000 milhões de euros de diferença entre a alternativa do corredor internacional norte defendida pelo Governo português no plano Ferrovia 2020, e os valores estimados pelos técnicos da IP em qualquer uma das três opções analisadas no estudo.

“Entre Barça D’Alva e Fuente de San Esteban, seria construída uma nova rota que custaria entre 87 e 119 milhões de euros, consoante a linha fosse electrificada ou não, e dependendo se fosse Barça D’Alva a La Fregeneda ou do Barca D ‘Alva para Vilar Formoso, através da Linha da Beira Alta”.

No documento o jornal descarta a hipótese de modernização traçado encerrado da linha do Douro no lado espanhol.

“As infraestruturas existentes não seriam usadas, uma vez que os impedimentos técnicos e ambientais tornam inviável para esse uso na actualidade. Além disso, a secção Barca D’Alva-La Fregeneda, é considerada de interesse Cultural” em Espanha.

Já a solução Ferrovia 2020, para o corredor norte, que surge como completo à linha da Beira Alta no acesso à região norte, o jornal adianta:

“Para isso deve ser adicionada a construção da secção Aveiro-Viseu-Mangualde, orçada em 1600 milhões de euros, o que somaria um valor investido de cerca de 2300 milhões de euros no total”, quando se acrescentam os 690 milhões de euros previstos para a modernização da linha da Beira Alta.

O volume de passageiros nos dois corredores é outro aspecto evidenciado pela publicação castelhana no artigo. Coloca no Douro 1 milhão de passageiros contra meio milhão na Beira Alta. Número que considera relevante para aproveitamento turístico.

Refere que a linha ligaria directamente os 4 destinos turísticos do Património Mundial existentes na região – “Porto, Douro Vinícola, gravuras de cavernas do Vale do Côa e Salamanca” - do corredor ferroviário entre as cidades do Porto e Salamanca.

Mas o artigo remata: “Qual quer que seja a escolha será indiferente para Salamanca?” Porque o tema – diz o último parágrafo – não parece despertar interesse na região de Castela e Leão ou em Salamanca.