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Eixos variáveis podem ser subsidiados pela IP

Porto_de_Setubal_ferrovia_1136_2(1)A Infraestruturas de Portugal (IP) pode subsidiar a introdução de eixos de bitola variável nas mercadorias. Para o gestor de infraestrutura a tecnologia ainda não está madura mas admite essa hipótese.

Referiu vice-presidente da IP Carlos Fernandes: “penso que, relativamente ao custo poderá haver uma disponibilidade do gestor de infraestrutura em fazer alguma subsidiação desse processo, até porque também tem interesse nisso. Agora, dificilmente a curto prazo será uma solução. É uma coisa que a 10-15 anos porventura será uma solução madura. Tem de facto esse problema”.

O recurso à utilização de eixos de bitola variável para diluir a questão da bitola nas mercadorias surgiu na sessão “O Transporte Ferroviário no Pós 2020″.

Da parte da assistência, no período de debate, Ângelo Campos, um estudioso da ferrovia, lançou o tema: “O presidente da Tria [Francisco Paños], que faz parte do consórcio [ADIF, OGI e Tria] encarregue de desenvolver o projecto de eixos de bitola variável [para os vagões de mercadorias], em 2016 disse que o custo dos bogies seria de 20 mil euros”.

No entanto a solução, do ponto de vista do vogal da IP, ainda não é opção: “há vários tipos de problemas relacionados com essa tecnologia. Não é uma tecnologia madura nem pouco mais ou menos”.

O custo e o peso são dois factores que considera: “Há dois tipos de problemas. É o custo dos eixos e é o peso que têm em termos de vagões e a carga útil que tiram”.

Artigo completo encontra-se disponível para subscritores.

A solução para a intermodalidade de mercadorias encontra-se na segunda de três fases. A primeira fase terminou em Novembro passado.