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Novo PMO na linha do Vouga recai sobre estação de Paços Brandão

valevouga_108A Infraestruturas de Portugal seleccionou a estação de Paços Brandão, no troço Espinho – Oliveira de Azeméis, para construir um novo Posto de Manutenção Oficinal (PMO) e posto de abastecimento na linha do Vouga.

A opção vem na sequência da linha Vouga estar divida em dois pólos. Há comboios de passageiros entre Espinho – Oliveira de Azeméis no lado norte e Sernada do Vouga – Aveiro no lado sul.

De fora, sem exploração comercial desde 2013, estão cerca de 30 km entre Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga. Mas que servem para a CP gerir o material circulante, sete UDD 9630 diesel, afectas ao serviço de passageiros nos lados norte e sul da linha.

O estado do troço, que não foi alvo de modernização nos últimos anos, despoletou o processo por parte da IP:

“A necessidade de construção de um PMO e um posto de abastecimento no troço norte da linha do Vale do Vouga, resulta do encerramento ao tráfego comercial do troço central daquela linha, entre Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga”.

O descarrilamento de um comboio em 2013 precipitou o fim do serviço comercial. Desde então a via apresenta “o regime de exploração em marcha à vista do operador”, para acesso às oficinas de manutenção, localizado em Sernada do Vouga.

São circulações especiais, derivado ao estado da via, a uma velocidade nunca superior a 30 km/hora, com perigo de descarrilamento, e desgaste dos meios humanos (maquinista e revisor) e materiais (automotoras).

“Esclarece-se ainda que após a elaboração de vários cenários, a decisão da localização para a construção daquelas infraestruturas recaiu na estação de Paços Brandão. Estas serão dimensionadas de acordo com as necessidades oportunamente definidas pela CP/EMEF”.

Solução concertada e confirmada pela CP: “No estudo efetuado pela IP, a CP e a EMEF participaram, tendo sido considerado necessário, para manter a exploração comercial hoje existente, construir um Posto de Manutenção Oficinal e um posto de abastecimento no troço mais a norte”.

Quando o PMO estiver ao serviço as movimentações para manutenção ou abastecimento deixarão ir a Sernada do Vouga. No caso de manutenção pesada, embora não precise como será o transporte do lado norte da linha até Aveiro, a CP esclarece.

“As intervenções de manutenção mais pesadas, que não possam ser realizadas nos PMO de Via Estreita, serão, como habitual, realizadas em Contumil, mantendo-se os processos usuais (via linha do Norte, em transporte específico)”.

Assegurada estabilidade no abastecimento e manutenção as automotoras serã distribuidas pelos dois pólos. De fora fica a entrada em cena de novo material, como as LRV que estiveram em testes na linha:

“Não havendo disponíveis outras unidades de material circulante de via estreita, as sete unidades 9630 que hoje circulam nos dois troços serão repartidas em dois grupos (previsivelmente, quatro no troço mais a sul e as restantes no outro troço)”.

A rematar, nem o anúncio da IP nem as respostas da CP esclarecem o futuro do troço sem serviço comercial, e circulação em toda a extensão da linha. No entanto,  consta que já houve sondagens à infraestrutura para aproveitamento do corredor como ecopista.

Na base da escolha que projectou a selecção da estação de Paços Brandão,  para a construção do PMO e posto de abastecimento no lado norte da linha do Vale do Vouga, está um estudo realizado pela empresa Época – Gestão, Estudos e Projectos, para a IP.

Artigo completo encontra-se disponível para subscritores.