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CP integra nove maquinistas em Janeiro sem concurso público

fernaveFIMAQA webrails.tv apurou, confirmado junto do operador público, a existência de nove vagas para maquinistas na empresa. Uma para o depósito de Faro e oito para o depósito do Rossio. As vagas estão preenchidas e vão iniciar formação complementar já em Janeiro.

Não houve concurso público, ou recrutamento interno através do portal da empresa, para anunciar a oportunidade. Mas a webrails.tv sabe que as nove vagas vão encaixar maquinistas da Medway, ao abrigo das condições de venda da CP Carga, e alunos da Formação Inicial de Maquinistas da FERNAVE.

Colocada a questão sobre a existência de vagas para maquinista na empresa, a CP deu conta: “Confirmamos que a CP abriu algumas vagas para maquinistas, estando previsto iniciar a sua integração em janeiro de 2018, com a necessária formação complementar inicial”.

Para as nove vagas estão em vias de transitar para a CP da Medway maquinistas e operadores de apoio com o curso FIMAQ.  Fala-se ainda de movimentações dentro da empresa. Adianta a CP sobre o processo de recrutamento:

“No processo de recrutamento são considerados candidatos que já detenham formação de condução adequada, nomeadamente aqueles que obtiveram a sua carta na sequência da formação ministrada pela FERNAVE, emitida pelo IMT, após o exame realizado por esta Entidade – o critério de seleção é o resultado obtido no exame no IMT”.

“Na sequência do processo de recrutamento anterior, e dada a especificidade e dimensão deste segmento, estavam já identificados candidatos que poderiam preencher os lugares”, remata.

No entanto o processo lembra que sistema criou oferta de formação e tem dado expectativas. No último FIMAQ, associado ao serviço suburbano das regiões do Porto e Lisboa, o custo da capacitação superou os 10 mil euros.

Alertar, neste contexto, que quando fala de exames o IMT tem de ter capacidade para os fazer e não delegar essa responsabilidade na CP. A empresa não só atribuiu nota final do IMT como detém a FERNAVE, empresa que dá a formação.

No sector publico o SMAQ adianta que há falta de maquinistas, e alguns já entraram na idade de reforma, mas a contratação está bloqueada.

No privado, além da disponibilidade que existe e que desafia para a apresentação de candidaturas, poderá haver um quadro de oportunidades no próximo ano.

Por outro lado, mesmo residual, o mercado existente não abre por opção politica. As restrições à contratação associadas ao ministério das finanças ainda se mantém.