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Electrificação chega à Régua em 2022

img: Tiago Miranda

img: Tiago Miranda

Os trabalhos de electrificação da linha do Douro entre Marco de Canaveses e Peso da Régua deverão começar em 2020 e em 2022 “passarão por Baião dois Intercidades por dia”, refere a plataforma do Município.

O esclarecimento foi apresentado em Lisboa esta segunda-feira a Paulo Pereira, presidente da Câmara de Baião, pela Infraestruturas de Portugal (IP), numa reunião de trabalho.

O encontro deu a conhecer ao autarca a intervenção que a IP planeia efectuar na “linha do Douro, entre o Marco de Canaveses e a Régua, numa extensão de cerca de 50 km”.

A autarquia explica que o projecto electrificação, ainda em fase de estudos e análise, pode ir a concurso no final deste ano, “devendo arrancar no terreno no início de 2020, estando prevista a sua conclusão em 2022″.

No entanto, e pese o horizonte da obra não estar ainda nítido,  Paulo Pereira, à saída da reunião, não deixou de recortar a relevância da modernização:

“É um investimento estrutural e fundamental para a sustentabilidade turística da região. Os estudos encomendados pela Infraestruturas de Portugal apontam para um crescimento de 104% do número de passageiros/utilizadores da linha do Douro até 2051. Portanto, se atentarmos a estes números temos pela frente nos próximos anos grandes desafios que não podemos descurar e que vão ser absolutamente decisivos para o desenvolvimento de todo o território e de Baião em particular”.

A electrificação do troço envolve um investimento estimado em 46,6 milhões de euros. Além da electrificação, o troço vai ser alvo de uma  renovação integral via e instalação de telecomunicações e sinalização electrónica.

Bem como a normalização do gabarito de obras de arte e plataformas de estações e apeadeiros para comboios eléctricos.

O projecto de electrificação da linha do Douro, entre Marco de Canaveses e Peso da Régua, tem vindo a ser apresentado aos municípios da região, pela IP.

O gestor de infraestrutura ferroviária adianta: “decorram na última semana as reuniões de apresentação do protejo de Modernização da Linha do Douro – Troço Marco de Canaveses / Peso da Régua, com as Câmaras Municipais de Marco de Canaveses, Baião, Mesão Frio e Peso da Régua”.

A postura tem como objectivo estabelecer um Plano de Comunicação com as Autarquias, e esclarecer os objectivos e planeamento do protejo da intervenção.

A IP quer “interpretar as principais preocupações e expectativas da população em geral e dos utentes em particular, bem como recolher propostas de melhoria que possam vir a ser acolhidas na concretização do projecto”.

À imagem dos trabalhos do troço Caíde – Marco, a IP também quer interromper a circulação de comboios no troço Marco – Régua. A intervenção nos 1621 metros também vai implicar transbordo rodoviário.

“É de sublinhar a extraordinária complexidade dos trabalhos no troço entre o Juncal e a estação de Mosteirô, em especial no túnel do Juncal, onde a linha terá que sofrer um rebaixamento de cerca de 60 centímetros em toda a sua extensão, o que obrigará à realização de transbordo entre aquelas estações, assegurado por carreira”, adianta a autarquia.

Recorde-se que, para concluir os trabalhos de electrificação da linha do Douro entre Caíde e Marco em  2019, também está previsto cortar a linha no troço entre Novembro de 2018 e Janeiro de 2019.