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Barreiro: Património Ferroviário em vias de Classificação anuncia DR

barreiro_ferroviarioFoi publicado em Diário da República (DR), no passado dia 12, o anuncio referente à abertura do processo de classificação de imóveis e material circulante referentes ao património do Barreiro Ferroviário.

O anuncio nº22/2018 da Direcção Geral do Património Cultural (DGPC) veio abrir esperança para um património que está em processo de degradação e desmembramento.

Degradação que começou com a entrada ao serviço da ligação ferroviária norte/sul, na ponte sobre o Tejo. Depois, mais recente, a electrificação da linha do Sado e o encostar progressivo de várias series de material diesel ao serviço. Momentos onde o Barreiro Ferroviário viu o sentido perder valor na Rede Ferroviária Nacional.

A um outro nível, através da paulatina descapitalização do material circulante que construiu uma época de ouro associada às infraestruturas. Abates sucessivos para sucata de séries completas, casos das 1800 ou Nohab.

Ou a situação da 1505, sem que o município do Barreiro, por iniciativa própria ou com apoio associativo, mostre um pensamento para futuro na cidade no Barreiro.

A publicação do anúncio deixa em aberto a salvaguarda do espaço, para que essa utilização do património histórico com base na identidade ferroviária, possa acontecer.

Em causa, no despacho de 25 de Setembro de 2017, vertido no anúncio da DGPC, está a preservação dos “edifícios das Oficinas do Caminho-de-Ferro (Estação Primitiva), a Estação Ferroviária e Fluvial do Sul e Sueste, a Rotunda das Máquinas Locomotivas, o Bairro Ferroviário”.

Mais material circulante composto por “seis locomotivas, um loco-trator, uma automotora e três carruagens”. O documento alerta ainda que “os bens imóveis localizados na zona geral de protecção (50 metros contados a partir dos seus limites)”, integram o conjunto em vias de classificação.

Contacto associativo vê esta etapa como um momento relevante no processo de preservar o Património Ferroviário do Barreiro. A publicação limita o uso dos bens, nomeadamente os imóveis históricos, para outros fins, como por exemplo a especulação imobiliária.