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EMEF manifesta-se em frente ao Ministério do Planeamento e Infraestruturas

Os trabalhadores da EMEF manifestaram-se esta manhã em frente ao Ministério do Planeamento e Infraestruturas. A normalização das carreiras, a reposição dos salários, a entradas de novos trabalhadores e a integração da empresa na CP, motivaram a tomada de posição.

A acção promovida em frente à Tutela sectorial deu-se ao final da manhã no fim do desfile pelas ruas de Lisboa.  Marcha e plenário que se seguiu, marcaram o dia de Greve na empresa do Grupo CP.

A manifestação partiu da estação de Entre Campos, cruzou as ruas de Lisboa, e rumou até ao edifício do Ministério de Pedro Marques.

O espaço do Planeamento e das Infraestruturas acolheu em tempos a área financeira do Metro de Lisboa. Na actualidade a placa na porta não se presta a enganos, o facto curioso é o logótipo do Metro no topo ainda estar presente e ser visível.

No plenário, onde intervieram trabalhadores e sindicalistas, recorta-se a posição divergente da administração da CP face a dois pré avisos de greve.

Na EMEF, referiu José Manuel Oliveira, não há espaço para valorizar os salário, congelados desde 2009, porque há limitações orçamentais. Mas, reparou o dirigente da FECTRANS, para travar a greve de 19 na CP, que seria uma “greve histórica”, houve espaço para desbloquear o impasse. E questionou, se administração é a mesma, porque é que assim não é na EMEF.

Até porque numa EMEF desmantelada, adiantou outro dirigente sindical, alguém vai ter interesse nos contratos de manutenção avaliados em 10 milhões de Euros na Medway e 7 na Metro do Porto.

A integração da EMEF, outro tema quente, lembrou que o recente veto do Tribunal de Contas aos contratos de manutenção, não implica que a EMEF não possa ser integrada da CP. Essa será sempre, disse José Manuel Oliveira, uma decisão politica, desde que essa seja essa a leitura Tutela.

A intervenção final coube a Arménio Carlos. O líder da CGTP trouxe o anúncio da aquisição de material circulante. Referiu que se o material ferroviário for feito em Portugal isso será uma oportunidade de formação de quadros técnicos, mas para isso terá de haver um sector definido e estável, “saber com o que se conta” no caso da EMEF.

A falta de respostas, ditou a Resolução que saiu do plenário, um mês de Março que será mais um mês de iniciativa para alertar as entidades competentes que os problemas na EMEF se arrastam.

O SNTSF deixa em aberto, de 12 a 16, acções em forma de greves, plenários, concentrações, manifestações, e outras formas de luta a decidir nos locais de trabalho.

Na iniciativa, concentração, marcha e plenário, marcaram presença elementos dos grupos parlamentares do Bloco de Esquerda e PCP.