free web
stats

Linha do Tua: 130 Anos de Bravura e de Agrura

Texto de Pedro Pinto originalmente publicado na revista Bastão Piloto, editada pela APAC, a propósito dos 130 anos da linha do Tua.

Nota Prévia

Numa tarde do quente mês de Julho de 2003, decidi assistir a mais um episódio do “Descobrir Portugal”, soberbo magazine turístico da RTP1 que entretanto entrara em período de compactos.

Depois de ter rebobinado a cassete que ainda hoje guardo com grande carinho, sentei-me confortavelmente no meu quarto.

tuaLinhaDali a instantes, Eládio Clímaco subia para uma automotora verde parqueada na Estação do Tua, garantindo aos telespectadores que seria “muito difícil resumir em poucas palavras” aquela viagem.

Na verdade, tinha acabado de embarcar numa “incursão pela natureza mais profunda”, na qual não faltava a presença de “montanhas rochosas, vales profundos” e da “pedra e da água”.

O eterno rosto dos “Jogos Sem Fronteiras” nem mesmo se esqueceu de aconselhar a escolha da “parte esquerda da carruagem”, que se revelava o “camarote de luxo para poder desfrutar em pleno” daquela “maravilhosa paisagem”.

A entrada no “Reino Maravilhoso” de Miguel Torga tinha acabado de ser feita pela centenária Linha do Tua, que o apresentador de inúmeras edições do “Festival RTP da Canção” indubitavelmente considerou “um dos mais belos percursos dos caminhos-de-ferro portugueses”.

Por mais estranho que possa parecer, este brevíssimo momento do “Descobrir Portugal” acabou por me marcar para sempre.

De tal forma fiquei fascinado e deslumbrado pela Linha do Tua que acabei por lhe dedicar a minha atenção em duas das minhas obras: um trabalho desenvolvido no 11.º ano, na disciplina de Geografia A, e uma tese de mestrado.

Artigo completo pode ser encontrado AQUI