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Medway e Takargo associam-se à implementação da JUL

JUL_sinesO auditório da sede do Porto de Sines e Algarve foi esta sexta-feira palco do Lançamento da Janela Única Logística (JUL).

Infraestruturas de Portugal, Medway, Takargo e o secretário de Estado das Infraestruturas, marcaram presença e comprometeram-se com a implementação.

A cerimónia serviu para o ministério do Mar anunciar o consórcio que vai desenvolver a solução e implementar a JUL no terreno; rubricar o despacho que lançou a definição do conceito legal de Porto Seco e; integrar os parceiros do projecto no compromisso.

Entre os subscritores da parceria, no modo ferroviário, apresentaram-se os operadores ferroviários Medway, Takargo, mais o gestor de infraestruturas rodo-ferroviárias Infraestruturas de Portugal.

Do lado da Medway, Carlos Vasconcelos, como presidente da empresa, sobre a etapa que começou, adiantou à webrails.tv:

“Medway e MSC foram convidadas e têm, em primeiro lugar, honra no convite. E estamos empenhados, porque achamos que isto é uma ferramenta para desenvolver a intermodalidade em levar os portos para dentro do país e Espanha”.

Por seu turno Álvaro Fonseca, Director Geral da Takargo, avançou à webrails.tv:

“É uma iniciativa que louvamos e de grande importância para a desburocratização e aumento da competitividade do sector marítimo-portuário e da cadeia logística conexa. Como tal não podíamos deixar de ser teríamos de ser parceiros de tal iniciativa”.

Fazem ainda parte do grupo as empresas parceiras: ALB, TVT, SPC, AICEP Global Parques, as plataformas logísticas de Badajoz e Salamanca, Luís Simões e TML – Os Três Mosqueteiros.

A nível associativo, integram o projecto: AGEPOR, APAT, APOL, ANTRAN e Ordem dos Despachantes Oficiais. Ao nível do ensino e formação profissional, para transferência de conhecimento, destacam-se o Instituto Politécnico de Setúbal e Escola Náutica.

O desenvolvimento da JUL deverá estender a eficiência conseguida nos portos portugueses durante os últimos 10 anos com a Janela Única Portuária, à incorporação dos modos rodo-ferroviário. A materialização dessa ambição foi assinada entre a Associação Portos de Portugal e consórcio liderado pela tecnológica Indra.

Evidenciou-se na cerimónia a presença de vários membros do elenco governativo da actual legislatura. A participação justificou-se na exigência de regulamentar o conceito de Porto Seco na JUL.

A colocação de carga, por ferrovia ou estrada, a vários km de distância do porto implica levar a Alfândega, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e a Autoridade Sanitária, para outros territórios, muito para lá dos terminais portuários.

A presença das secretarias de Estado das Infraestruturas, Defesa e Assuntos Fiscais, vem daí. Bem como dos ministro da Saúde, Administração Interna e Mar. Na cerimónia rubricaram o despacho que cria o grupo conjunto que irá regulamentar as respectivas dimensões, na existência dos Portos Secos.

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Em declarações à webrails.tv Guilherme d’Oliveira Martins enquadrou a presença de IP e ministério no projecto que vem do mar.

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Na lógica dos Portos Secos, com a implementação da JUL, espera-se facilitar a concentração e desembaraço de mercadorias através de um modelo simplificado de transferência de carga entre Portos e Portos Secos.

O desenvolvimento e implementação da solução tem um custo associado de 5,1 milhões de euros, sendo que 85% são financiamento a fundo perdido pelo Compete 2020.

O consórcio vencedor é liderado pela tecnológica Indra, e composto pelas empresas MitMyMind, MARLO, EGAPI, a Experience e a sociedade de Advogados Andrade Dias & Associados.

A entrada em funcionamento da Janela Única Logística junto de entidades oficiais e parceiros é apontada para 2020. Entretanto, e de acordo com a ministra Ana Paula Vitorino, Sines deverá ter um piloto do sistema a funcionar no final do ano.