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Outros Comboios e Viagens na BTL

BTL2018Termina este domingo na FIL mais uma edição da BTL – Bolsa Internacional de Turismo de Lisboa. Marcaram presença CP Comboios de Portugal, com stand próprio, e o Museu Nacional Ferroviário.

A instituição da Fundação Museu Nacional Ferroviário (FMNF) levou uma apresentação de 15 minutos, que ocorreu no sábado depois da 19h00. Tratou-se de um convite do Turismo da Região Centro, e outra entidades, onde o Museu se deu a conhecer.

Destaca-se na apresentação a indicação de que haverá “novidades para breve”, mas que a Directora do Museu, Ana Fontes, convidada a desvendar optou por não revelar.

Adiantou à webrails.tv que essa informação será divulgada em tempo oportuno. No entanto a temática LEGO poderá ser uma delas.

Na intervenção, a instituição lembrou que tem a missão e o papel de valorizar a temática ferroviária. Actuação que se traduz na defesa, preservação e salvaguarda do Património, e na promoção de investigação, restauro de peças, ou realização de eventos temáticos culturais ou comercias.

Missão que em algumas áreas até é residual. Veja-se, por exemplo, a ausência da Fundação Museu Nacional Ferroviário no programa de comemorações dos 150 anos do nascimento de Jorge Colaço, que este ano se assinalam. Uma dimensão que tem programa até Dezembro mas que  parece nada dizer a entidade.

Ou no volte face recente da CP Comboios de Portugal, onde o operador publico anula a reciclagem de material circulante, e no comunicado, dá à instituição uma capacidade que a FMNF ainda não provou que tem.

Por outro lado a referência ao Comboio Presidencial e ao facto de estar disponível para viagens “The Presidential” é positivo e relevante para a valorização do Museu.

Mas o tema tem referências bem mais profundas e sombrias do que a candura e leveza da apresentação. Sublinha-se no o acervo recuperado com dinheiros públicos, comboio presidencial, a falta de transparência no contrato comercial de cedência do acervo a uma entidade privada, para dizer como esse acordo e apoia o papel e missão do Museu.

Situação que não invalida, que uma composição amealhe uma verba que pode superar o meio milhão de euros, e  que de acordo o último presidente da Fundação Museu Nacional Ferroviário tem um contrato comercial onde o retorno é “prestigio”.

Outros Comboios e Outras Viagens

Na área reservada a Marrocos, país convidado, foi possível apurar que junto à fronteira com a Argélia existe um comboio turístico. Trata-se do  “Oriental Desert Express” que circula no deserto entre entre as cidade de Oujda e Bouarfa, numa viagem de 305 km.

O circuito permite descobrir “esplêndidos panoramas saharianos, pontuados por dunas altas, por acampamentos nómadas e pequenas povoações isoladas”, explicou uma assistente.

A composição base é formada por três carruagens climatizadas com serviço de bar e refeições quentes a bordo. Para imortalizar a viagem, explicou que “são efectuadas paragens entre Aïn-Benimathar, Tendrara e Bouarfa”, para que se possa tirar fotografias.

A cidade Oujda, tem aeroporto com ligações à capital Rabat,  situa-se próximo da costa mediterrânea, o que promete sol e praia durante todo o ano, num programa onde a proposta ferroviária pode ser um atractivo para um dia diferente.

No stand do Brasil a recomendação recaiu no Estado de Rio Grande do Sul e andar na “Maria Fumaça”. Uma antiga locomotiva que percorre um circuito na Serra Gaucha.

Trata-se de um “passeio de trem a vapor com 23 km de percurso entre os municípios de Bento Gonçalves e Garibaldi e Carlos Barbosa”. O eixo tem “as mais belas vistas e paisagens da região, rendendo fotos dignas de cartão postal”.

Do outro lado do balcão explicou que existe ligação directa de “avião TAP”, 10 horas de viagem, para Porto Alegre a capital do Estado. Aí pode contratar o programa numa agência, ou pelo seus próprio meio partir até Bento Gonçalves onde Maria Fumaça será apenas mais uma das muitas atracções que a serra oferece.