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BSCF comemora dia em Tancos

BSCF_8Mar2018_0O Regimento de Engenharia 1, com sede no Polígono Militar de Tancos, assinalou a 8 de Março o dia do ex Batalhão de Sapadores dos Caminhos de Ferro (BSCF). O encontro juntou antigos militares da extinta unidade, várias patentes das forças armadas e convidados.

A iniciativa que valoriza a história do Exercito português lembrou o extinto Batalhão e homenageou a memória dos militares caídos em combate ou  já desaparecidos.

Durante  o acto oficial, que integra o programa das actividades da Evocação do Centenário da Grande Guerra, destacaram-se três momentos na Unidade de Tancos.

A Cerimónia de Homenagem aos Militares Mortos do ex BSCF, a fotografia em família que se seguiu, e as intervenções proferidas na Sessão Solene que antecederam o almoço convívio.

A Cerimónia de Homenagem aos Militares Mortos prestada pelo Regimento de Engenharia 1, a unidade é herdeira da memória do antigo Batalhão, terminou com a deposição de uma coroa de flores junto do emblema da antiga unidade.

BSCF_8Mar2018_1A presidir a homenagem esteve o Comandante do Estado Maior do Exercito, o General  Rovisco Duarte, acompanhado pelo antigo comandante do ex BSCF, e outras militares de engenharia.

Após a Cerimónia, ainda dentro do pavilhão, seguiu-se a fotografia de família [imagem acima]. A imagem junta militares e convidados.

Entre os civis recorta-se a presença do Clube de Entusiastas dos Caminhos de ferro na figura de José Pinheiro e Jorge Trigo, presidente e vice presidente, respectivamente.

A Fundação Museu Nacional Ferroviário também marcou presença. Recorde-se que a instituição acolheu o dia do BSCF no seu espaço em 2017.

Ainda antes do almoço convívio teve lugar no Auditório Médio do Regimento de Engenharia 1 a Sessão Solene do dia do ex Batalhão de Sapadores dos Caminhos de Ferro.

Intervieram Rosa Martinho, Coronel do Exercito brasileiro, e o Coronel de engenharia José Berger, com palestras sobre a dimensão ferroviária na engenharia militar brasileira, e a e actuação da artilharia ferroviária portuguesa na primeira Grande Guerra.

O Major General Aníbal Alves Flambó, Director Honorário da Arma de Engenharia, proferiu a alocução na abertura da sessão. Onde, de forma resumida, acompanhou o caminho do ex BSCF. No percurso revelou, por exemplo, que inicialmente a presença sapadores dos Caminhos de Ferro na I Guerra Mundial não estava prevista.

“Não estava previsto o envio de sapadores [dos caminhos de ferro], só mais tarde ficou acertado”. A integração no CEP, embora só na forma administrativa e disciplinar, acabou por acontecer em Abril de 1917, “mas com autonomia de acção”.

O papel da engenharia militar do Brasil na construção da malha ferroviária do país, sobressaiu na apresentação do Coronel do Exercito brasileiro Rosa Martinho. Desde o inicio do Séc. XX  a instituição militar construiu mais de 3300 km de ferrovia no Brasil. Ramo onde a Engenharia militar, como construtor de ferrovia, chegou a ombrear com as empresas privadas do sector.

BSCF_8Mar2018_2A presença ferroviária no território brasileiro encontra-se hoje expressa nas geografias acidentadas do Estado de Rio Grande do Sul, e na ligação de vários estados do nordeste brasileiro.

O Coronel de engenharia português recuou no tempo, até ao inicio da primeira Grande Guerra, para levar aos presentes a integração do Batalhão e do Corpo de Artilharia Pesada Independente (CAPI) no teatro de operações da I Guerra Mundial.

No conflito a artilharia pesada era transportada por comboio especial. Em acção ou em deslocação a composição era auto-suficiente.

Como não tinha equipamento próprio, a presença em África e a defesa da costa portuguesa obrigaram a racionar as peças de artilharia, o CAPI foi colocado na artilharia francesa.

O General Rovisco Duarte encerrou a sessão. A alocução que proferiu levou algumas “notas soltas” até aos presentes.

Evidenciou o respeito que o assinalar do dia trás à identidade do Exercito e às comemorações do centenário da presença de protuguesa na primeira Grande Guerra.

O papel da Engenharia Militar portuguesa no mundo. Alertou para a cooperação positiva com São Tomé e Príncipe no campo militar. Onde referiu que o papel da unidade trás valor ao Exercito do país. Mostrou desapontamento com a saída do Líbano. Uma decisão, que do seu ponto de vista, o tempo mostrou ser errada.

A proximidade do Regimento à sociedade civil, rematou a intervenção, com a referência à presença de meios humanos e materiais da unidade no combate aos incêndios, apoio aos municípios, e presença na resposta a situações limite.

No final do almoço convívio deu-se o corte do bolo. Na sequência, para o selar o brinde, foi erguido o barrote de engenharia.

Ainda sobrou tempo, para quem assim o desejou, conhecer a Colecção Visitável da Engenharia Militar. Dez núcleos onde a unidade procurar dar a conhecer as várias dimensões que forma a Engenharia Militar.

BSCF_8Mar2018_3Como não podia deixar de ser o Caminhos de ferro marca presença. Destaca-se um acervo composto por sinalização à escala, ferramentas de via e obras, miniaturas de material circulante, obras de arte, rotundas [como a da imagem], livros técnicos e imagens ilustrativas da actividade do antigo BSCF.

Inserido no Regimento de Engenharia, a história do Batalhão de Sapadores dos Caminhos de Ferro começa em 1884. Em 1917 entra na Grande Guerra Mundial.

A unidade marca ainda presença no teatro de operações da Guerra Colonial em Angola, para onde envia 2 destacamentos, e maquinistas para Moçambique.

Em 1977 o Batalhão de Sapadores dos Caminhos de Ferro é extinto e a sua memória é herdada pelo Regimento de Engenharia 1.

Artigo completo encontra-se disponível para subscritores.