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MPI desmente AV avançada pelo Sol

O ministério do Planeamento e das Infraestruturas (MPI) desmente “recuperação” do projecto de Alta Velocidade (AV) através do Corredor Sul avançada pelo Jornal Sol.

Nota do Gabinete do Ministro do Planeamento e das Infraestruturas a que tivemos acesso, nega declarações do ministro Pedro Marques nesse sentido e sobre a noticia refere que é “tudo falso”:

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Esclarecimento sobre notícia do Sol

O jornal “Sol” tem hoje, na sua primeira página, uma notícia sobre uma alegada “recuperação” do projeto do TGV (alta velocidade ferroviária) pelo Governo, na qual cita uma declaração do Ministro do Planeamento e das Infraestruturas ao jornal.

Tudo falso. O Ministro não falou ao jornal, o Governo não tem qualquer projeto de TGV/alta velocidade.

O Plano Ferrovia 2020, apresentado pelo Governo em fevereiro de 2016, é um projeto de modernização da rede ferroviária nacional, com um investimento superior a 2 mil milhões de euros, destinado a tornar a rede ferroviária nacional mais competitiva para o transporte de passageiros e mercadorias, nomeadamente nas ligações transfronteiriças. Não contempla qualquer projeto de alta velocidade.

Os documentos do Plano Ferrovia 2020, nomeadamente os do Corredor Internacional Sul (Sines-Caia), estão publicados no Portal do Governo e no site da Infraestruturas de Portugal, e foram amplamente divulgados, esta semana, a propósito da cerimónia que assinalou o início das obras, em Elvas, com a presença do Primeiro-Ministro, do Presidente do Governo de Espanha e da Comissária Europeia dos Transportes.

O Gabinete do Ministro do Planeamento e das Infraestruturas respondeu esta semana às seguintes questões do “Sol”.

1. Qual é a bitola que vai ligar Évora a Elvas?
2. Qual é a bitola que vai ligar Sines a Poceirão?
3. E qual é a bitola que vai ligar Poceirão a Elvas?

A resposta foi a seguinte:

A construção (1) e modernização (2 e 3) dos troços referidos do Corredor Internacional Sul será concretizada com a utilização de travessa polivalente e bitola ibérica. A utilização da travessa polivalente permitirá a eventual migração para a bitola europeia caso assim seja entendido no futuro.

A utilização da bitola ibérica justifica-se pela necessidade de interoperabilidade com a rede espanhola, nomeadamente as linhas Plasencia/Puertollano-Madrid, que são em bitola ibérica e cuja modernização está prevista ser realizada, igualmente, com travessa polivalente e bitola ibérica.

Quer ao nível técnico, quer ao nível político – cimeira Luso-Espanhola de maio em Vila Real -, Portugal e Espanha têm concordado em avançar de forma coordenada na modernização das respetivas redes ferroviárias, nomeadamente no que respeita à questão das bitolas e da utilização da travessa polivalente.

Este modus operandi tem a concordância da Comissão Europeia, a qual está a financiar a modernização da rede ferroviária portuguesa (Ferrovia 2020), seja através dos fundos europeus do Portugal 2020, seja através dos fundos das redes transeuropeias (CEF).

O “Sol” não questionou o Governo sobre a alegada recuperação do projeto TGV. Nada nas respostas relativas ao tema da bitola permite retirar ilações sobre um hipotético projeto de alta velocidade (TGV).

O Ministro do Planeamento não prestou qualquer declaração ao “Sol” e não há qualquer outra declaração do Ministro que permita inferir sobre a existência de um projeto de TGV/alta velocidade.

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Na edição deste sábado, 10 de Março, a publicação dá conta que “Costa recupera TGV”. Na base do artigo, de acordo com a capa, está a associação do troço português Elvas – Poceirão à AV para passageiros em bitola ibérico.