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Lucros na EMEF em prespectiva

GOBNuma altura em que a Tutela não tem uma resposta clara quanto ao futuro da EMEF, começa a circular que o exercício de 2017 pode rondar os sete milhões de euros. O número, que a confirmar-se, duplica os 3,4 milhões de euros positivos com que a empresa fechou 2016.

O lucro é falado no meio e já foi veiculado por Sindicatos do sector. Em nota, a FECTRANS adianta que a “EMEF irá apresentar lucros de mais de 6 milhões”. Na plataforma do Sindefer fala-se que pode andar “entre 6,7 milhões a 6,9 milhões” de euros.

Para as ORT’s esse resultado, dizem, terá se ser reflectido no salário congelado desde 2009, na empresa.

No entanto o valor em perspectiva, a confirmar-se, não só acentua uma tendência positiva na obtenção de lucros iniciada em 2014, como reafirma o papel da EMEF com uma das empresas do sector.

Em 2014 a EMEF fechou o ano com 900 mil euros positivos, no ano seguinte o valor subiu para os 1,3, e em 2016 dobrou para os 3,4 milhões de euros. O lucro de 2017, referenciado pelas ORT’s, pode situar-se acima dos 6 milhões de euros.

No sentido inverso estão as condições em que a empresa desenvolve actividade e que servem de base para o exercício de 2017. Na actualidade o atrito à actividade acumulado é relevante.

Como empresa especializada está descapitalizada de meios humanos. As saídas de quadros qualificados não têm sido compensadas porque a contratação de pessoal requer autorização do ministério das Finanças.

A pasta, numa situação que até pode ser estratégica para a reorganização futura da empresa, não o permite e o reflexo está à vista.

A falta de pessoal leva a que existam unidades com falta de técnicos, e como se trata de trabalhadores especializados, não são simples de substituir. Depois o trabalho atrasa-se ou fica para trás, e na entrega de material ferroviário os prazos não são cumpridos.

O insucesso da privatização da EMEF lançada por Sérgio Monteiro também promoveu uma nova relação, entre a EMEF e a CP, na manutenção de material circulante.

A segunda, se quiser contratar manutenção das suas frotas à primeira, só o pode fazer, sem necessidade de visto do Tribunal de Contas, nos contratos abaixo dos 950 mil euros.

Como a CP não apresenta concursos públicos mas tem de fazer manutenção à frota, arrastam-se exposições e pedidos de visto junto do Tribunal de Contas para manutenção abaixo desse valor.

Entretanto, na sombra e à espera de uma decisão politica, jogam-se duas áreas relevantes da EMEF com futuro e retorno garantido. A manutenção de locomotivas diesel e vagões nas mercadorias, e a frota do Metro do Porto.