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Impacto da Greve IP no sector

referInterail_A greve convocada por 13 Sindicatos do sector ferroviário para esta segunda feira 12 de Março na Infraestruturas de Portugal colocou o modo ferroviário a 25% nos passageiros e residual no transporte de mercadorias.

Efeitos nos Passageiros

Do lado dos passageiros a CP adiantou: “Entre as 00h00 e as 24h00 de dia 12 de março, realizaram-se sensivelmente 25% dos comboios, o que corresponde aos serviços mínimos decretados pelo Tribunal Arbitral. No período da manhã, apenas 5 comboios dos serviços mínimos não se realizaram”.

A empresa de transporte ferroviário confirmou ainda no quadro de greve na IP a realização dos comboios internacionais.

Números provisórios da CP, 122 milhões de passageiros apontados para 2017, remetem para o transporte diário de 334 mil passageiros.

A paralisação também afectou a prestação do serviço do operador ferroviário que circula via Ponte sobre o Tejo no eixo Setúbal – Areeiro.

“A FERTAGUS realizou todos os comboios autorizados e definidos pelo Tribunal Arbitral na ordem dos 25% da oferta que normalmente é efetuada. Foram no total realizados 40 comboios em 148″, adiantou o operador.

Durante o ano de 2016, tendo como referência os 19 milhões de clientes assinalados no Relatório e Contas, a empresa transportou uma média 52 mil passageiros por dia.

Efeitos nas Mercadorias

Nas mercadorias, segundo foi possível apurar, tiveram lugar os comboios que a greve deixou circular. Os efeitos fizeram-se sentir na operação de Medway e Takargo.

A Medway deu conta que, relativamente aos serviços mínimos, “o tráfego de matérias perigosas (amoníaco) foi realizado. O comboio internacional IberianLink (contentores), apesar de também estar considerado nos serviços mínimos, não se chegou a realizar”.

Junto da Takargo as 5 circulações previstas para o território nacional ficaram paradas. Não houve “nenhum serviço ao abrigo dos serviços mínimos. Hoje já está tudo normalizado”, explicou o operador.

Intervenientes

Sobre a iniciativa laboral as 13 organizações subscritoras da greve reivindicaram, no modo ferroviário associado à gestão da infraestrutura, a adesão expressiva, cerca de 90%, nas brigadas de via, catenária e sinalização e junto dos Centros de Comando Operacional.

No final de noite de dia 12 assinalavam: “Muitos destes locais de trabalho estão a operar na base do acórdão de serviços mínimos, que não tem qualquer sustentação legal e técnica”.

Sobre a incidência da paralisação era referido:

“Os efeitos mais visíveis e imediatos da adesão são ao nível da ferrovia, que levou à supressão da circulação ferroviária da CP, da FERTAGUS da MEDWAY e TAKARGO, tendo realizado as circulações referenciadas como serviços mínimos, embora nem todas”.

Por seu turno a IP informou que se verificou, de acordo com os dados apurados até às 13h00 de dia 12, “uma taxa global de adesão à greve na ordem dos 14%, sendo de 26% na área de circulação ferroviária”.

“Estão a ser assegurados os serviços mínimos decretados pelo Conselho Económico e Social, na empresa e suas participadas, no que diz respeito ao comando e controlo da circulação de comboios de passageiros e mercadorias, tal como fixado pelo Tribunal Arbitral”.

Do lado das organizações subscritoras o balanço está marcado para a próxima quarta-feira, mas ao final da noite já havia uma leitura a retirar: “Governo/administração da IP têm que tirar ilações da greve de hoje”.

“Na próxima quarta feira, os sindicatos promotores da greve, em conjunto com a Comissão de Trabalhadores irão reunir para fazer o balanço da greve e decidir as próximas acções em defesa das reivindicações dos trabalhadores“, remata a nota das ORT’s.

A IP, em nota sobre a Greve, mostrou-se disponível para “desenvolver um processo de negociação coletiva com vista à harmonização dos vários regimes laborais em vigor nas empresas do Grupo IP e tudo tem feito para manter o clima de diálogo com as organizações sindicais e retomar a habitual paz social”.