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Operacionais do Corredor Atlântico passaram por Lisboa

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img: Corredor Atlântico

A Infraestruturas de Portugal acolheu no Centro de Comando Operacional de Lisboa, em Braço de Prata, o 14th TAG-RAG  do Corredor Atlântico. O encontro ocorreu no passado dia 7 de Março e juntou os operacionais da estrutura em Portugal.

No alinhamento do encontro regular dos intervenientes do Corredor Atlântico foram abordados, entre outros aspectos, assuntos como a reserva de capacidade ou atribuição de canal para 2018/19. A apresentação de indicadores de segurança e satisfação. O acompanhamento da evolução da “estrutura” que aproxima a Espanha, a França e a Alemanha de Portugal.

No entanto, para a realidade portuguesa, e tendo em consideração que a movimentação de carga por via férrea além Pirenéus tem uma expressão residual,  este acaba por ser um encontro que corre o risco de ser pouco relevante.

Não só no alinhamento de prioridades nacionais, onde Espanha se evidencia, mas porque para estas contas a atribuição de canal ferroviário para circular em França ou Alemanha, não há propostas que puxem pelo sector.

Talvez por isso assuntos além Espanha, como a repercussão do incidente Rastatt no corredor Reno-Alpes em agenda no encontro, são de segundo plano, porque na ferrovia não há mercadoria para lá chegar.

A existir interesse na opção, essa reside nos exportadores e importadores portugueses. Um olhar para a ferrovia como alternativa à rodovia, para colocar ou trazer mercadorias do norte da Europa, obrigaria o modo ferroviário a olhar para o espaço europeu de outra forma.

Mesmo só a dúvida dos carregadores em questionar o modo seria benéfica. Os intervenientes – operadores de transporte ferroviário, gestores de terminais ou operadores logísticos – teriam de produzir soluções em território francês ou alemão para integrar o transporte ferroviário, espaço em armazém, terminais, e rodovia; o desafio não seria a bitola mas o outro lado da fronteira e last mile do comboio.

Mas mais global no 14th TAG-RAG para o sistema ferroviário português, esteve no encontro, o processo de implementação europeu do Train Information System no corredor.

Em Portugal a aplicação já está operacional nas fronteiras de Elvas, Vilar Formoso e Valença. A aplicação já permite acesso em tempo real dos intervenientes, às causas dos atrasos dos comboios em movimento ou na informação de que a composição chegou à fronteira.

Robustecimento técnico do corredor destacado por Rita Martins da Veiga, Deputy-Director do Corredor Atlântico, em declarações à webrails.tv:

“Esta reunião em particular, focou-se sobre alguns desenvolvimento de aplicações informáticas que o Corredor está a apoiar e que poderão vir a ajudar os membros do Grupo Consultivo, no seu negócio em particular no contexto ibérico”.

“Foi também importante este momento, para que o representante dos Operadores no Grupo Consultivo, pudesse estabelecer um contacto directo com os Operadores Ibéricos e tomar conhecimento das diferenças de realidades entre os mercados do norte e centro da Europa e o que são os interesses do mercado Ibério”, concluiu.

A reunião terminou com uma visita dos participantes do encontro ao Centro de Comando Operacional da IP em Braço de Prata.

Marcaram presença no encontro – além dos representantes dos gestores de infraestrutura no corredor da IP, SNCF, ADIF e DB Netz – a quadros da IP e IP Terminais, as empresas de transporte ferroviário Medway, Takargo, Renfe Mercancias, SNCF Fret e DB Cargo, mais gestores de terminais Transitex, TVT, Alcont e IP Terminais.

A rematar referir, numa altura em que se fala de investimento na ordem dos 2 mil milhões de euros virados para potenciar o tráfego de mercadorias, focados nos corredores norte e sul, inseridos no Corredor Atlântico, não deixe de ser relevante sublinhar a descrição e recato da reunião para o sector.

[23.03.2017] Actualizado com as declarações de Rita Martins da Veiga, Deputy-Director do Corredor Atlântico.