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CSCEC entra em Portugal e a ferrovia é uma das prioridades

A China State Construction Engineering Corporation (CSCEC) prepara-se para entrar em Portugal. A ferrovia, infraestruturas e grandes obras públicas estão entre os seus interesses na área da construção, adianta o semanário Macau Business.

CSCEC

img: CSCEC

No horizonte do gigante asiático, para estimular a sucursal lusa, apresenta-se um cenário onde se vislumbram a intenção de grandes obras públicas em transportes e infraestruturas.

Modernizar linhas existentes e construir via férrea nova, proceder à expansão das redes de Metros de Lisboa e Porto ou construir dois novos terminais portuários, podem ser estimulantes.

A referência nas infraestruturas supera os 3,5 mil milhões de euros, entre Orçamento de Estado e financiamento europeu.

Só na ferrovia, através do Plano Ferrovia 2020, foram anunciados 2 mil milhões de euros. Corredor Norte 676 M, corredor Sul 627 M, eixo Norte-Sul 380 M, e corredores completares 264 M.

Mas no terreno está quase tudo por fazer. A intervenção no corredor Norte só depois de concluída a ligação Covilhã-Guarda na linha da Beira Baixa.

Já o corredor sul, na ligação Évora Norte – Caia, arrancou, e esta é uma obra onde pode concorrer. Estão em jogo os primeiros 20 km de três secções da nova linha, para uma empreitada de construção de via nova. Espera-se que a secção chegue ao terreno no decorrer de 2019.

O resto divide-se entre renovar e modernizar via e sinalização, e electrificar o corredor ferroviário existente. Linha do Norte, Oeste, Minho, Algarve, são áreas de intervenção programada no plano.

Ainda no horizonte dos transportes vislumbram-se na ferrovia ligeira obras nos centros urbanos de Lisboa e Porto. São mais de 500 milhões de euros para a expansão das redes das das duas cidades.

O Metro de Lisboa planeia ligar as linhas amarela e verde, numa extensão de 2 km e construir duas novas estações, por 260 M. Já o Metro do Porto planeia, aumenta a rede no Porto e em Gaia, num total de seis quilómetros e sete novas estações, por 287 M.

Nas obras do Metro de Lisboa existe quem avance que a construção das duas novas estações podem andar na casa dos 300 milhões euros.

Depois, ainda próximo da ferrovia mas mais perto das mercadorias, no marítimo portuário, as obras públicas podem superar 1.5 milhões de euros em dois terminais.

A construção de um novo terminal de contentores no Barreiro. Fala-se no sector que o valor total da obra pode andar entre 600 a 800 milhões de euros.

“No Vasco da Gama não têm falado muito em valores, a estratégia para o aumento da competitividade portuária só fala em 670 milhões para o novo terminal + extensão do terminal XXI, não diz o que é para cada um, mais 470 milhões para a segunda fase do novo terminal Vasco da Gama, explica contacto do sector a propósito da recuperação da ideia de erguer um novo terminal no porto alentejano.

Entretanto, diz a Revista Exame que cita o semanário Macau Business, que o gigante Chinês já está registado como empresa em Portugal desde Janeiro. A subsidiária apresenta-se como CSCEC – China Construction Portugal S.A..

A entrada, adianta, da-se através da estrutura da multinacional CSCEC existente em Macau, “e está, enquanto não encontra instalações, sediada nas instalações do escritório de advogados que montou a subsidiária”.

A definição de uma sede deverá estar resolvida no decorrer até ao fim de Março, afirma o semanário macaense.

“No final deste mês, os primeiros representantes da empresa chegarão em Portugal para lidar com a instalação e entrada no mercado, sobre o qual a empresa tem grande ambições em Portugal”, informa.

Próximo da via e obras, a entrada da CSCEC surge com um misto de surpresa e expectativa. Por um lado a aposta de uma empresa de dimensão global, com enorme volume facturação, escolher o nosso país.

Depois, na sequência da razia dos tempos da Troika, este pode bem ser mais atrito na recuperação da capacidade das empresas de construção especializadas em ferrovia portuguesas resistentes.

O gigante entra em Portugal com capacidade financeira, um factor que não abunda no tecido empresarial, mas que poderá fazer a diferença nos novos contratos de via e obras.