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Linha de Sintra: Pk a Pk em tarde temática no CEC

CEC_lSintraA sede do Clube de Entusiastas dos Caminhos de Ferro, na estação de Braço de Prata, recebeu este sábado mais um encontro temático.

O ponto de partida esteve no regresso ao Séc. XX para uma uma viagem à década de 60 da linha de Sintra.

A animar a jornada esteve um registo fotográfico efectuado para aferir o estado da via na linha de Sintra. A reportagem documentou a infraestrutura, Pk a Pk, entre as estações de Campolide e Sintra.

Na génese da produção do acervo, apresentado na sessão por Paulo Alexandre, esteve a necessidade de fundamentar um relatório.

Segundo foi referido, durante os anos sessenta, o material circulante começou a apresentar danos estruturais. O trabalho de campo, nos cerca de 30 km da linha, serviu para ajudar a apurar o problema.

Por ser uma recolha mais técnica a génese informativa das cerca de duas mil imagens visionadas centra-se nas condições da via, agulhas e juntas de carril, da linha de Sintra.

CEC_lSintra_No entanto, a recolha km a km do corredor permitiu a aceder a alguns detalhes de época.

Não só uma paisagem muito pouco urbanizada, como ao ambiente nas Passagens de Nível, onde não raras vezes se via a camionagem e transeuntes, e estações e algum material circulante.

Vagões de mercadorias em estações. Na Amadora, alguém lembrou, movimentavam-se comboios de mercadorias, tal como no resguardo da estação de Barcarena, onde na imagem figurava um vagão fechado que serviria a Fábrica de Pólvora.

Entre outros detalhes, que não foram protagonistas neste acervo, mas marcaram presença.

Como o estado da via e as junções de carril, numa época em que dilatavam com o calor e comprimiam com o frio, que se destacaram nas cerca de duas mil imagens visionadas, nas mais diversas formas.

Mas mesmo assim, a espaços, foi possível ver, à medida que se ia avançando rumo a Sintra, a presença fugaz das automotoras da série 2000 ou locomotivas da série 2500 a movimentar mercadorias.

Noutros momentos, descobrir antigas estações e apeadeiros. Entre o edificado já desaparecido de São Domingos de Benfica ou Cruz da Pedra.

Esta ultima era o lugar, visível nas imagens, onde se situavam as oficinas do material circulante dos Correios e a cocheira do Comboio Presidencial. Hoje estações e instalações que já não existem.

Ou, para quem se serviu do comboio no virar de Século até à quadruplicação, rever, com a devida distância, a estação fantasma da Reboleira.

Nas imagens do acervo surge fresca e de aspecto cosmopolita, numa ruptura com edificado da época, mas que não teve correspondência prática. A estação, obra de um empreiteiro, permaneceu abandona até à demolição, sem prestar serviço de passageiros.

Mais a infraestrutura e ambiente possível, numa reportagem focada na via e no carril, que as fotografias deixaram espreitar em estações como Sintra, Cacém, Queluz, Benfica ou Campolide.

A sessão “Linha de Sintra nos anos 60″, dinamizada pelo entusiasta Paulo Alexandre, trouxe mais uma tarde singular para a sede do Clube de Entusiastas dos Caminhos de Ferro.

Marcaram presença no encontro, entre associados e curiosos, quase duas dezenas de pessoas. De destacar na sessão que a diferença de idades permitiu a passagem de conhecimento e algumas vezes viajar nas memórias da rotina das estações, estado da infraestrutura e material circulante avistado.