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Não houve acordo, avança greve no Grupo IP esta segunda-feira

Em notas distintas, divulgadas este fim-de semana, Infraestruturas de Portugal (IP) este domingo e Sindicatos subscritores na noite de sábado, confirmam a paralisação de dia 2 de Abril na empresa concessionária da infraestrutura ferroviária.

A ausência de entendimento condiciona a circulação normal de comboios no serviço de passageiros e no transporte de mercadorias, alerta a Infraestruturas de Portugal:

“Tendo em conta que a greve do dia 2 de Abril terá impactos que poderão ser significativos na mobilidade das pessoas e mercadorias, apelamos à melhor compreensão dos utentes”.

Ao contrário da greve de dia 12 de Março, para a paralisação desta segunda-feira o Tribunal Arbitral não decretou serviços mínimos. A decisão torna difícil prever a aderência à greve e a circulação de comboio.

Cenário em que a empresa informa que não deixará de “fazer todos os esforços para procurar minorar os transtornos causados”.

De forma a contornar a situação elementos do ministério, da Infraestruturas de Portugal (IP) e representantes dos Sindicatos reuniram-se este Sábado. No final não houve acordo:

“Entre as 9h00 e as 18h00, no Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, uma reunião com representantes do Governo, da IP e Sindicatos, finda a qual o governo e administração fugiram à possibilidade de se ter encontrado uma solução que evitasse a greve da próxima segunda feira”, informou nota das organizações subscritoras na noite de Sábado.

O gestor de infraestruturas confirmou a posição no final da manhã deste Domingo. Informa em comunicado:

“A Infraestruturas de Portugal lamenta profundamente que as organizações sindicais representativas dos colaboradores da IP não tenham chegado a acordo com a empresa, pese embora todos os esforços desenvolvidos no sentido de ser encontrada uma solução justa e equilibrada no que respeita às reivindicações sindicais que motivaram a apresentação de um aviso prévio de greve para o próximo dia 2 de abril”.

No processo de negociação o desbloquear da situação, segundo os Sindicatos, esteve iminente, só que a transposição do acordo para o papel esfumou a convergência. No entendimento das organizações o valor e a aplicação não estavam perceptíveis.

“Nomeadamente não se assumia sem sombra de dúvida o valor de 25€ a transitar para a tabela, não se assegurava a garantia da aplicação do futuro ACT aos trabalhadores com vínculos à função pública e, por fim, para compensar os trabalhadores da diferença, propuseram que estes passassem a ter mais uma dispensa (em vez de quadrimestral, passaria a trimestral), mas com perda de remuneração, o que neste ponto se tornou inaceitável”.

Já o comunicado da IP não assinala nenhuma perspectiva de acordo, no entanto, refere que a empresa apresentou uma proposta.  Avançou com o “aumento de 20 euros/ mês por trabalhador”, para além da devolução de rendimentos aprovada pelo Governo para 2018″, não aceite pelo Sindicatos.

A empresa destaca nessa proposta: “em 2018, a empresa verá a sua componente salarial aumentada, em mais 10,8 milhões de euros do que em 2017 (+8,6%), em resultado de medidas já aprovadas e em vigor, o que é bastante relevante e representa um esforço financeiro considerável, situação que não pode deixar de ser considerada na análise das reivindicações feitas”.

Embora o ponto de convergência entre Sindicatos e IP, no sentido de desbloquear a paralisação e restabelecer a paz social na empresa, não tenha sido encontrado, os intervenientes reuniram nos dias 29 e 31 de Março no ministério do Planeamento e Infraestruturas.

Assinalar ainda que entre IP e Sindicatos decorrem negociações com vista à assinatura do ACT e RC, a serem negociados até final do ano. No entanto para as organizações subscritores o descongelamento de salários, tema central da paralisação desta segunda, tem de ser feito à parte, dentro desse quadro.

No sector o descongelamento já teve lugar na CP, e por isso as organizações “não entendem a dualidade de critérios” na extensão do acordados com a outra empresa pública aos trabalhadores da IP, quando a Tutela é a mesma.

No plano de quem se serve do comboio, enquanto não houver entendimento, esta poderá apresentar-se como Greve que tem actores que podem bloquear o sistema.

Pelo caminho projectar no terreno no “greves de comboios”, mesmo que não seja por causa dos operadores, à anos 80 e 9o do Século passado mas sem transportes alternativos.