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Expressão da greve no Grupo IP de dia 2 de Abril no sector

saomarcos-santanaserra-730x400Está agenda para quarta-feira uma reunião entre os Sindicatos subscritores da Greve de dia 2 de Abril para posicionar a plataforma depois da paralisação.

Ao contrário de dia 12 de Março, para segunda-feira não foram decretados serviços mínimos. A situação emprestou alguma flexibilidade à Infraestruturas de Portugal para gerir a circulação de comboios nas 24 horas de greve.

“Por exemplo, a parte do CCO (local que gere a circulação ferroviária) foi assegurado por engenheiros da IP”, acusaram os Sindicatos.

Passageiros

Assim, no terreno, do lado dos passageiros foi possível apurar, no caso do comboio da Ponte, que “a greve teve pouco impacto na circulação da Fertagus, que apenas circulou com perturbações no período da manhã”.

Das 148 circulações diárias previstas a empresa realizou 128, 86% dos horários previstos. “A família de comboios Coina -Roma-Areeiro foi a mais penalizada. No total foram 20 comboios suprimidos”, informou o operador.

A CP informou que “entre as 00h00 e as 24h00 de dia 02 de abril, formam efetuados 875 comboios, num total de 1409 comboios programados”.

De entre os serviços que oferece adiantou, que os comboios “mais penalizados foram os serviços de longo curso e regional. No serviço internacional formam suprimidos os comboios Celta para Vigo”.

Mercadorias

Do lado das mercadorias a Takargo informou que os comboios previstos não se realizaram.

A Medway deu conta que o “impacto da greve na nossa operação foi bastante significativo”. A empresa de transporte ferroviário de mercadorias tinha previsto a realização de 50 serviços, que não se efectuaram.

A sul foi onde os efeitos da greve mais se fizeram sentir na operação. “Tínhamos previstos 9 comboios (ida e volta) no eixo de Sines, que não foram realizados”, adiantou a empresa.

IP e Sindicatos

A webrails.tv também interpelou a IP sobre qual a expressão da paralisação no modo ferroviário. Mas até ao momento não foi possível apurar uma perspectiva da empresa.

Em nota as organizações subscritoras da greve referem que a supressão de comboios de passageiros superou os 60%, e a circulação de mercadorias foi residual.

Lê-se no documento: “São os próprios operados a confirmarem uma enorme supressão dos comboios de passageiros (mais de 63%) e dos comboios de mercadorias, praticamente 100%”.

Dia 4 de Abril, pelas 14,30h as organizações de trabalhadores – Sindicatos e CT – reúnem e decidirão novas acções na defesa das reivindicações de aumento intercalar dos salários, remata o comunicado.