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CP em Silêncio na reciclagem de material circulante histórico para sucata

barr_Sucata2015A CP Comboios de Portugal suspendeu no inicio de Março o abate de um lote com peças históricas para sucata. Questionada sobre qual o ponto de situação da “opção prioritária” para salvaguardar o material da degradação, remeteu-se ao silêncio.

No passado mês de Fevereiro o operador publico colocou 37 veículos ferroviários para reciclar em sucata na região Norte , mas poucos dias depois voltou atrás.

Num volte face, a 2 de de Março, anunciava a suspensão da venda do lote de peças para sucata.

Assumiu a presença de veículos históricos e referiu então que dera lugar a uma nova “avaliação por parte da Fundação do Museu Nacional Ferroviário (FMNF) sobre o seu interesse nas unidades para abate”.

Em causa estava o abate para sucata de locomotivas a vapor de via estreita centenárias, mais carruagens e vagões de época. Material entretanto recolocado à consideração da FMNF, segundo o comunicado do incumbente.

Além de material histórico, o lote integrava veículos ainda válidos para alienação junto empresas de transporte de mercadorias ou passageiros.

No caso das mercadorias um área onde a CP já não tem ambições. A empresa vendeu a participada CP Carga à MSC. Mas onde as locomotivas 1960 ainda são usadas e podem ter potencial para um novo operador. Quer para circular ou matéria prima para alimentar a área da manutenção.

Na iniciativa de suspensão de abate, para lá da reavaliação da FMNF avançada pela CP,  alinhava-se ainda uma “opção prioritária da CP” que considerava a hipótese de canalizar as peças para empresas ou instituições interessadas.

Nomeadamente “proceder à venda de unidades com interesse museológico a entidades credíveis, capazes de evitar a sua degradação e assegurar a sua preservação”.

A webrails.tv questionou a CP sobre como se processa essa hipótese. No entanto, à pergunta “quem tiver interesse em alguma peça como deve proceder para entrar em contacto com a CP”, não foi dada resposta.

Como ficou também por saber se depois do anúncio da suspensão era possível apurar se já houve pedidos, ou há interessados no material.

Questões onde o silêncio poderá ser também prudente. O presidente da CP, Carlos Nogueira, assumiu de forma oficial a presidência  da Fundação Museu Nacional Ferroviário, na primeiros quinzena de Abril.

O despacho de entrada em funções remete para 28 de Fevereiro. O anuncio da suspensão do abate aconteceu dias depois, a 2 de Março.