free web
stats

Novo formato do MNF já leva três anos

mnf_meuPaiFoiFerroviario[Actualizado com Direito de Resposta da APAC] O Museu Nacional Ferroviário (MNF) do Entroncamento comemora no próximo dia 18 de Maio o terceiro aniversário no novo figurino. A reabertura, após obras de remodelação e depois de um processo de instalação do acervo atribulado, deu-se em 2015.

Três anos num novo formato, onde se pode apurar, que de ano para ano o passivo tem aumentado. Em 2017 subiu 114 mil euros para 430 mil.

A captação de público continua residual. De 23 835 de 2016 – variação de 400 visitantes – passou para 24 235 visitantes o ano passado. Foram menos turistas estrangeiros, mais alunos de escolas, e nas contas gerais – Entroncamento e núcleos – as visitas abrandaram.

De forma mais clara, em 2017 visitaram o Museu 429 estrangeiros, em 2016 foram 538. As escolas subiram de 1158 para 2260 visitantes em 2017, e o somatório Museu e Núcleos centrou-se nos 46 970 – menos 286 que em 2016.

Os números constam do Relatório e Contas de 2017 da Fundação Museu Nacional Ferroviário (FMNF) disponível na página da entidade.

O documento revela ainda, entre outros aspectos, que a Instituição não tem um Núcleo de Comunicação operacional, mas tem uma página no Facebook com mais 14 mil seguidores.

Na Presença Digital chama a atenção para o número que considera “muito interessante no panorama dos museus de transportes em Portugal, muito acima do Museu Nacional dos Coches (10 800) e Museu do Ar (7 335)”.

O primeiro apresentou mais de 300 mil visitantes em 2016 e o segundo, de acordo com declarações do director à imprensa esta ano, informa que contabilizou “65 mil visitantes em 2017, um aumento de 30% face ao ano anterior”.

Na Síntese do Ano, a FMNF diz que está consciente da necessidade de melhorar a Comunicação do Museu. Porque, refere, “apesar dos esforços realizados continua desconhecido da maior parte da população”.

No entanto continua a ser uma entidade pouco transparente.  No caso da webrails.tv não responde a questões, não envia informação sobre iniciativas. Tem uma newsletter que a ultima edição remonta a 2013.

Depois coloca-se o facto de nas pequenas coisas, como movimentação de material do acervo ou para acervo, não tem o hábito não alertar a comunidade. A descrição com que o faz não cria laços com o publico, e isso reflecte-se no interesse e compromisso que desperta, por exemplo.

 Ainda de acordo com o Relatório e Contas, no ano passado, o Museu incorporou no seu acervo 64 peças, restaurou 48, registou no inventário 435 peças, que soma 4260 registos. A exposição permanente integrou  27 peças.

A procura e disponibilidade do Centro de Documentação registou em 2017  um aumento em todos os indicares face a 2016. O incremento traduziu-se ao nível do atendimento (15, mais 5), pedidos (72, mais 7) e tempo total de ocupação da sala de leitura (288, mais 32).

No entanto os fundos continuam a ter disponibilidade limitada. O acesso aos documentos é feito por meio de contacto e confirmação do técnico e não por pesquisa numa base de dados do acervo documental.

A formula do regulamento de acesso aponta para falta de classificação dos fundos. Quem pesquisa sabe que fundos por classificar dificilmente estão disponíveis para consulta pública.

Neste contexto, ao nível do voluntariado, a webrails.tv apurou que esse trabalho poderia estar a ser feito. Já houve expressão de disponibilidade para apoiar a FMNF na organização dos fundos do Centro de Documentação.

Mas as propostas não tiveram resposta. A entidade mantém-se em silêncio.

Contacto no Entroncamento diz que faz sentido. Não lhe interessa quem entenda da temática ferroviária, procura voluntários para atravessar os visitante na passagem de nível entre módulos do Museu ou para vigiar as peças do acervo, explica.

Postura que também parece que se prolonga ao processo de restauro de um Nohab iniciada em 2017. Contacto próximo do projecto de recuperação da APAC diz que estão sozinhos, como quase não há apoia com materiais ou ferramentas. Por outro lado é referido que o acesso à documentação, desenhos do veículo, está a ser complicada num processo que não conta com ajuda do Museu.

.

Direito de Resposta APAC

Relativamente à seguinte notícia: http://webrails.tv/tv/?p=34389

1 – É premissa do projeto a APAC fornecer todos os materiais e ferramentas, foi exactamente esse o ponto do nosso projeto e do imenso trabalho de bastidores que é feito para juntar dinheiro (produção das Trainspotter, nomeadamente)

2 – A APAC tem uma direção que é a única que fala pela associação.

3 – A secção de preservação tem coordenadores (listados na página) que podem responder pelo grupo relativamente aos seus projetos, não tendo sido contactados para prestar informações.

4 – Desde que o projeto iniciou, tirando a entrevista na altura do lançamento do projeto, recebemos zero pedidos de informação ou de visita.

.

Já o acervo, comboio Presidencial, que é cedido a título de prestigio à Trajectórias e Melodias. Recorde-se que o projecto apresentou métricas de 4.4 milhões na economia nos últimos dois anos, o reflexo na FMNF  não se notou. A entidade apresentou, no exercício de 2017, resultado negativo de 430 mil euros. Entretanto no ano passado, lê-se no documento, o comboio realizou 20 viagem e transportou na experiência cerca de 1200 passageiros.

O documento alerta ainda para a necessidade de integrar de mais pessoal, em falta, no quadro da Instituição. A rubrica Gastos com Pessoal, na Demonstração de Resultados de 2017, detém o mais elevada – 410 mil euros em 2017.

Artigo actualizado às 14h54, 14 de Maio, com o Direito de Resposta da APAC.