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Reabertura da Linha do Tâmega / Troço Livração – Amarante

Exmos. Srs.

Considerando que:

1 – A Linha do Tâmega foi encerrada de forma abrupta em 2009, tendo como base única um suposto mal estado de conservação da via-férrea, aferição essa advinda dos acidentes havidos na Linha do Tua nos anos de 2007 e 2008;

2 – No seguimento desse encerramento foi firmado o compromisso político da requalificação integral da super estrutura da via (carris, travessas, balastro, elementos de fixação), do qual resultou a subsequente retirada de todos estes elementos no troço Livração – Amarante;

3 – No quadro do resgate financeiro da denominada “Troika” foi assumido que não havia condições para avançar com a reposição da via-férrea neste mesmo troço, sine die;

4 – Não havendo cerca de 6 Milhões de euros para esta reposição, houve no entanto a mesmíssima verba para, nesta mesma Linha do Tâmega, no troço entre Amarante e Arco de Baúlhe, se construir aquela que será provavelmente a mais cara ciclovia em leito ferroviário no país, e nesse mesmo período de dificuldade extrema da nossa História recente;

5 – Estamos agora, volvidos 9 anos sobre este encerramento, com outras condições sócio-económicas que permitem a reabertura da Linha do Tâmega entre Livração e Amarante;

6 – Foi equacionado, no âmbito do planeamento público para o sector do caminho-de-ferro, uma reabertura deste troço mas com base num traçado integralmente novo, em Via Larga (bitola ibérica), apenas para anular um transbordo em Livração, e sem considerar o efeito sobre o já de si estrangulado troço Porto – Ermesinde da introdução de uma nova oferta de comboios directos entre o Porto e Amarante, tendo esse projecto resultado num custo por km de 3 Milhões de euros (o mesmo rácio de custo da autoestrada trasmontana, uma notável autoestrada de montanha, e 6 vezes mais que o que custará a sua reabertura em Via Estreita).

Venho por este meio solicitar a V. Exas. informações sobre:

a) O que já está delineado, se estiver, para a reabertura da Linha do Tâmega, entre Livração e Amarante;

b) O que falta fazer para que esta reabertura seja concluída no mais breve período de tempo;

c) O que sustenta a proposta de se efectuar esta reabertura em Via Larga, a um custo 6 vezes superior ao da sua conclusão em Via Estreita, apenas com o propósito único de se anular um transbordo em Livração para um dos inúmeros comboios que servem esta estação entre o Porto e o Pocinho, e se o efeito de estrangulamento no troço Porto – Ermesinde foi tido em conta.

Poderão conhecer uma análise de alguns destes números em:

• Vamos reabrir a Linha do Tâmega – Parte 1

• Vamos reabrir a Linha do Tâmega – Parte 2