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Terminal Ferroviário da Guarda com interessados

terminalGuardaCom base nos intervenientes do debate onde o potencial do terminal rodo-ferroviário da Guarda esteve em destaque, a webrails.tv abordou os operadores ferroviários Medway e Takargo, e operadores logísticos Olano e Klog, a propósito do concurso de concessão aberto.

A webrails.tv procurou, em linha com a disponibilidade da IP rentabilizar o espaço, saber se há interesse em ir ao encontro da gestão do activo para uma melhor oferta aos clientes. Ou enquanto cliente/prestador de serviço quais as expectativas.

A Takargo foi taxativa:“Não estamos interessados na concessão. Não tem qualquer alinhamento com os nosso negócios. Adicionalmente a carga que existe na região não justifica comboios regulares”.

Em Junho de 2017 o operador do grupo Mota-Engil, não descartou a hipótese de realizar comboios, no entanto o ponto de vista do negócio Takargo,  o sedimento dos números,  assenta no transporte de grande volume de carga para clientes industriais.

No portefólio, a ilustrar essa aposta, pontificam o movimento de madeira, papel, inertes, cereais, ou Jet Fuel.

Já a Medway confirmou interesse e disse que “vai levantar o Caderno de Encargos”. Nesse contexto não descarta a hipótese de integrar a concessão a solo ou em parceria.

À webrails.tv adiantou: “A MEDWAY está interessada que a rede ferroviária disponha de terminais eficientes, onde exista mercado que garanta a sua sustentabilidade. E a MEDWAY estará sempre disponível em contribuir para que esses terminais sejam eficientes, seja através de parcerias, seja por si própria. A MEDWAY admite concorrer a concessões, onde tal se justifique, por ausência de alternativas”.

Enquanto prestador de serviço ferroviário, ou operador logístico,  a empresa espera que a infraestrutura da Guarda se torne “um terminal eficiente e gerador de cargas”.

No cenário de haver um futuro concessionário, como empresa de transporte ferroviário, tem expectativa que este “dote o Terminal dos meios necessários para que seja eficiente e capaz de responder à procura. Que consiga promover o terminal e atrair cargas”.

A disponibilidade do Terminal da Guarda também motiva a OLANO, um operador logístico rodoviário europeu presente na Guarda. À webrails.tv João Logrado, Director Geral da empresa para Portugal, confirmou a atenção da multinacional:

“A OLANO esta a estudar a operação, como todas as outras que nos permitam apresentar as melhores soluções logísticas aos nossos parceiros e clientes”.

Uma perspectiva onde João Logrado, também enquadra a empresa como potencial cliente: “O que esperamos [de um futuro concessionário], é o que o mesmo possa facilitar o acesso “ao mar” dos produtos aqui produzidos e permita que as Empresas aqui instaladas ou na zona de influencia da Guarda, possam ter acesso a mais e melhor mercado, através dos nossos portos nacionais”.

A Klog, um operador logístico português conhecido por ter engenho na produção de soluções de transporte multi-modais competitivas, foi outra das empresas que passou pela Guarda e posicionou o Terminal.

No evento, Egídio Santos, Director da empresa, referiu que o terminal podia tornar-se um hub para o tráfego de camiões com destino a França ou resto da Europa.

Sobre o posicionamento actual, enquanto peça na operação ou como cliente, face à colocação do Terminal no mercado, ainda não foi possível apurar a leitura do operador logístico.

Da parte da Infraestruturas de Portugal foi possível apurar que há interesse encontrar um player que rentabilize o activo e por isso coloca-o no mercado. Depois porque em operação vai permitir a utilização da ferrovia e incrementar o transporte de carga por caminho de ferro.

O Terminal Rodo-Ferroviário recupera a ferrovia para as mercadorias da região, e num contexto europeu a localização questiona se não poderá ser um pólo agregador e desagregador de carga na rotação de mercadorias entre rodovia e ferrovia.

Depois, a médio prazo, espera-se que as obras no troço Covilhã – Guarda terminem e a linha da Beira Baixa se posicione como alternativa sul à linha da Beira Alta.

A acossar o terminal numa uma eventual a expansão está a localização. O terminal insere-se numa área urbana, o que limita uma grande o crescimento da infraestrutura.

Na Guarda, o administrador da IP Carlos Fernandes, falou na hipótese das linhas poderem alcançar os 300 metros, metade do actual. No entanto, parte do valor do espaço está também na capacidade de articular o activo no contexto da operação e foco na carga do cliente.

Sobre o interesse, para apurar condições de gestão do espaço, a IP informou que até ao presente houve meia dúzia de pedidos para consultar o caderno de encargos da concessão.

O prazo para apresentação de candidaturas termina no inicio do próximo mês de Junho.