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Segurança ameaça calma no transporte de passageiros e mercadorias

A passagem do regime de Agente Único a regra nas definições de segurança da circulação de comboios, ameaça abalar a paz do sector.

A imagem da imposição no terreno levou Organizações Representativas dos Trabalhadores avançaram com pré-aviso de Greve de 24h para 4 de Junho.

O anuncio teve lugar esta quarta-feira e surge dias depois de terminado a suspensão da entrada em vigor do Agente Único, no novo Regulamento Geral de Segurança.

O tema estava a ser debatido entre a Tutela sectorial, IMT e ORT’s, mas o anuncio indica que não houve entendimento.

À Lusa Luís Bravo, SFRCI, adiantou: “o grupo de trabalho que tratou desta matéria já terminou a sua função e o novo texto dá possibilidade de decisão aos operadores, pondo até em causa as regras da União Europeia”.

É com base no espaço em branco na segurança deixado a favor das empresas que ASSIFECO, SFRCI, SNTSF, FECTRANS, SINFA E SINAFE, mais Comissão de Trabalhadores da CP e Medway, fundamente a posição.

Por um lado não se revêem nas “alterações aos Regulamentos Gerais de Segurança e restantes normativos de segurança ferroviária que põem em causa a segurança do utente, a segurança de trabalhadores, bem como, os seus postos de trabalho”.

Por outro, estão “contra a desregulamentação do sector ferroviário que tem por objectivo único reduzir custos operacionais para beneficiar os grupos económicos privados que já se perfilam para explorar comboios em Portugal a partir de 2019/2020″.

A o pré-aviso de Greve abrange todos os trabalhadores ferroviários da CP, Medway e Takargo e todo o tipo de trabalho entre as 0h00 e as 24h00 de dia 4 de Junho.

FERTAGUS

De acordo com nota da FECTRANS está agendada o inicio de uma paralisação nas oficinas da FERTAGUS “ao trabalho extraordinário, ao trabalho em dia de descanso semanal e feriado e ao trabalho de prevenção”, de 3 a 30 de Junho.

“Esta luta visa exigir da administração da empresa alteração das escalas de serviço mais humanizadas. Os trabalhadores também lutam pela admissão de trabalhadores e pela negociação colectiva das condições de trabalho”, adianta a FECTRANS sobre o motivo da luta.